sexta-feira, julho 06, 2007

Como correr JAWS e WindowEyes em Mac?

O JAWS e o Window Eyes são 2 aplicações que permitem a pessoas cegas ler (em braille e através de sintetizador de fala) tudo aquilo que está no ecrã de um computador. São 2 produtos que mundialmente têm, em conjunto, mais de 80% do mercado dos leitores de ecrã. Até ao momento apenas existem para o sistema operativo Windows. Saiba como poderá colocá-los a funcionar no seu Macintosh.

Intel-based Macs support Parallels and Boot Camp, software that will run the Windows operating system on your Mac.

With Windows on your Mac, you can also use the most popular screen readers - JAWS and Window Eyes. This blog entry provides an overview of what is necessary and gives some tips to make these screen readers work optimally.

See: Using JAWS and Window Eyes on your Mac.

sábado, junho 30, 2007

IPhone Accessibility Features: Mac OS or a Little Mac OS

Conclusão: quem pode usar o iPhone?

iPhone para já uma opção que poderá servir alguns utilizadores com baixa visão

Tal como foi ontem apresentado parece-me que o iPhone:

  • poderá ser usável por pessoas surdas sem problemas de maior. A Apple ainda se encontra a fazer testes face às interferências com as próteses auditivas. A existência de um teclado QWERTY é um elemento valorizado por estes utilizadores e que os poderá levar a optar pelo iPhone. Seria interessante aparecer uma aplicação TTY para iPhone.
  • não poderá, de todo, ser usável por pessoas cegas. Falta o VoiceOver (voz e braille) do Mac OS Leopard. Será necessário um dispositivo externo alternativo ao ecrã táctil - as linhas braille sem fios poderão vir a ser uma opção.
  • poderá ser usável, embora com algumas dificuldades, por pessoas com baixa visão. Seria muito útil incorporar o Zoom do Mac OS Tiger.
  • não poderá ser usável por pessoas com dificuldades motoras graves dos membros superiores (caso de algumas pessoas com paralisia cerebral, pessoas tetraplégicas e outras com dificuldades graves de coordenação dos membros superiores). O predictor de palavras, muito usado por este tipo de utilizadores, não será suficiente para o tornar acessível. Será necessário: um predictor em português, uma aplicação de varrimento, um dispositivo apontador capaz de substituir as mãos. Dispositivos externos como manipulos e dispositivos de selecção directa, nomeadamente controlados com a cabeça, são necessários.

Enquadramento

Steve Jobs tinha afirmado que o iPhone iria correr o Mac OS X. Era legítimo que um utilizador pensasse que isso significaria que o novo, e primeiro, telefone móvel da Apple iria correr o Mac OS Tiger em todas as suas funcionalidades. Afinal, pelo menos nesta 1ª versão que entrou ontem em distribuição nos EUA, houve funcionalidades que foram reduzidas. No caso concreto das funcionalidades de acessibilidade o corte pode mesmo inviabilizar a utilização do iPhone por parte das pessoas com deficiência.

Sumário das funcionalidades e notas de reflexão pessoal

Podemos sumariar as características de acessibilidade do iPhone da seguinte forma:

  • Zoom | é possível ampliar as (a) páginas web, (b) as mensagens de correio electrónico, (c) os documentos anexos às mensagens, (d) os mapas-Google e (e) as fotografias. A pergunta que fica é: e a ampliação dos menus?
  • Large fonts for Mail messages | como tamanho mínimo das fontes para as mensagens de Correio pode-se seleccionar 4 opções: (a) default, (b) large, (c) extra-large, ou (d) giant. Fica a dúvida: qual é a diferença entre esta opção e o Zoom (!?).
  • Large contacts and numeric keypad for dialing | a documentação afirma que o teclado de marcação é grande e que quando se selecciona um nome, este aparece também em letra grande. A pergunta que fica é: e antes de chegar ao contacto como pode uma pessoa com baixa visão seleccionar o nome?
  • Network-based voice-dialing compatibility | desconheço se em Portugal existirá alguma rede que suporte esta funcionalidade. Para ser sincero nem sei como funciona esta característica - passará por ter uma lista de contactos na rede? É apenas para marcar números?.
  • Assignable ringtones | associar toques a contactos já foi uma técnica usada por pessoas cegas. Hoje em dia, na Era dos leitores de ecrã já disponíveis em vários telemóveis, o que os utilizadores cegos querem é mesmo ouvir/ler o nome/número de quem está a ligar - nada como o VoiceOver para o fazer.
  • Audible, visible, and vibrating alerts | para pessoas surdas tornar o audível também visível/vibratil é útil.
  • TTY support | mais do que suporte para telefones de texto, o iPhone poderia ter uma aplicação que o tornasse num telefone de texto, capaz de comunicar com qualquer telefone de texto - isso sim, era fantástico para a comunidade surda!.
  • Chat-like SMS | uma aplicação SMS que funciona como se fosse um Chat. Chat, SMS e TTY deveriam ser interoperáveis
  • Intelligent QWERTY keyboard with predictive text entry | trata-se de um teclado com predictor de palavras (em inglês).Haverá outros idiomas?
  • Visual Voicemail | possibilidade de navegar pelas mensagens de voz existentes na caixa de correio tal como se navega numa qualquer lista de mensagens.
  • Speakerphone | equivalente a mãos-livres
  • Sync with iTunes | A documentação faz referência neste ponto às acessibilidades do Mac OS X existentes no computador como forma de controlar a operação de sincronização

O que o iPhone não parece ter:

  • Alto contraste: não parece ser possível alterar o contraste. É pena pois o Zoom do Mac OS X (computador) tem um alto contraste branco/preto fantástico. Deveriam de o usar no iPhone.
  • VoiceOver: o leitor de ecrã (fala no Mac OS Tiger e fala/braille no Mac OS Leopard) poderia possibilitar a pessoas cegas utilizar o iPhone - a não existência de teclado pode ser ultrapassado com um dispositivo externo do tipo wireless.

Documentação consultada

De acordo com a documentação já disponível sobre as funcionalidades de acessibilidade do iPhone, que se pode sintetizar por:

domingo, abril 29, 2007

Mac OS X e Acessibilidade para Pessoas com Deficiência

Sistemas de selecção directa controlados com o movimento da cabeça, sistemas de varrimento controlados por interruptores/manipulos accionados por um maxilar ou sistemas de síntese de fala que lêem o que está no ecrã, são algumas das opções que permitem a pessoas com deficiência fazer do computador uma ferramenta fabulosa de acesso à informação e não só. Veja em baixo diversos exemplos daquilo que hoje se designa por uma oportunidade à inclusão em sociedade.

Vídeos AssistiveWare: seleccione um vídeo
fonte: vídeos AssistiveWare

Marie-France tem Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Ela não fala nem se mexe, mas continua a ser quem gere as compras lá em casa

Marie-France video

QuickTime 7

mp4

iTunes & iPod

Joe Barnick tem Atrofia Muscular Espinal e explica-nos o seu trabalho enquanto designer.

KeyStrokes in practice

Quicktime 7

mp4

iTunes & iPod

Anne Robertson é cega e usa o VoiceOver, o iVox e o VisioVoice no seu trabalho quotidiano de tradutora

Anne Robertson video

QuickTime 7

mp4

iTunes & iPod

Mike Philips analisa o Age Of Empires 3 usando o SwitchXS

Mike playing Age of Empires 3

QuickTime 7

mp4

sábado, abril 07, 2007

Quicktime 7.1.5 compatível com o leitor de ecrã VoiceOver

Screen reader compatibility | Using VoiceOver, included with Mac OS X v10.4, visually impaired users can enjoy QuickTime Player features. (source: what's new in quicktime player)

domingo, março 11, 2007

Tablet Mac: Modbook

ModBook - um tablet Mac verdadeiramente portátil

Tudo indica que estará prestes a chegar ao mercado. Um Mac para pôr debaixo do braço.

Na área das necessidades especiais precisamos mesmo de hardware portátil.

domingo, fevereiro 25, 2007

IF Mac OS X in IPhone IS completely true THEN we get a good accessibility level in a Phone.

iPhone - poderá revolucionar as comunicações móveis

No passado dia 9 de Janeiro, ao ouvir Steve Jobs apresentar o iPhone, prometido para entrar no mercado americano em Julho deste ano e que surgirá na Europa até ao final do ano, houve duas coisas que me chamaram a atenção:

  • O iPhone terá o Mac OS X incorporado. E a mensagem a este respeito foi bem sublinhada: não criámos um mini-sistema operativo para o iPhone... o iPhone não corre uma mini-versão do navegador Web Safari. É o mesmo Safari que corre no Mac. And so on, and so on... in a iPhone everything is equal than in a Mac. That seems me very interesting!!
  • O iPhone usa um ecrã, que é, ao mesmo tempo, teclado. Tudo me leva a crer que é o primeiro da sua espécie, pelo menos a deixar a bancada dos protótipos, que permite usar dois dedos em simultâneo para executar funções.

And what is the interest of these two features to accessibility?

Bom, aparentemente nada, ou melhor aparentemente tudo; na realidade não sei.

O primeiro sublinhado de Steve Jobs, consistente como já nos habituou, leva-nos a pensar que o iPhone terá as aplicações que incorporam, de raíz, o Mac OS X. Se isso for assim, é razoável pensarmos que o VoiceOver, leitor de ecrã essencial para que pessoas cegas possam ler, fará parte do iPhone. O iPhone será assim, à semelhança do que sucede com os computadores Mac, o primeiro telefone a incorporar um leitor de ecrã de origem - i.e. Design Universal.

O segundo elemento que me chamou a atenção foi a forma como, usando dois dedos, geralmente o polegar e o indicador, Steve Jobs obtinha pormenores ampliados do ecrã. Juntando este elemento ao Zoom, aplicação que incorpora, de raíz, o Mac OS X, é legítimo pensar que o iPhone terá um sistema de ampliação que, entre outras coisas, é óptimo para pessoas com baixa visão.

Quanto ao primeiro elemento levanta-se uma interrogação pertinente. É uma verdade que os softwares de leitura de ecrã servem para fazer chegar a informação, principalmente, a pessoas cegas através de síntese de fala e até mesmo em braille (tudo indica que o Mac OS X Leopard vai trazer esta possibilidade). Mas, ... e o teclado de ecrã? Como poderá uma pessoa cega usar um teclado de ecrã? É uma boa pergunta e a resposta é, já hoje, uma realidade. Experimente, por exemplo, pressionar o canto inferior direito do ecrã das máquinas de venda de bilhetes no Metropolitano de Lisboa. Nalgumas delas terá uma agradável surpresa. Surpresa esta que permite às pessoas cegas comprar o bilhete. E as máquinas de venda de bilhetes do Metropolitano de Lisboa têm o teclado no ecrã. Mas há mais... mesmo nos PDAs, onde este problema de interação também existe, há investigação em curso. Veja-se, por exemplo, a memória descritiva do projecto BloNo - Bloco de Notas Electrónico, que tem por grupo-alvo pessoas cegas e gira em volta da interacção destes com teclados de ecrã de dispositivos portáteis.

Buttons & controls can't change. In IPhone they can! This is Universal Access!!

Por último, talvez porque não há duas sem três e que enforma a estratégia de desenvolvimento do IPhone, há uma terceira característica, enumerada por Steve Jobs que poderá tornar-se vantajosa para pessoas com necessidades especiais. Tal como Tim Berners-Lee no final da década de 80 se confrontou com um problema de computadores com necessidades especiais que o levou a inventar a World Wide Web, também Steve Jobs destaca as necessidades especiais de cada uma das aplicações para justificar a construção de um teclado apropriado a cada uma. A solução parece passar por uma superfície plana, controlada com a ponta dos dedos, onde poderão ser concebidos "n" teclados capazes de responder a cada aplicação mas também, digo eu, a cada utilizador.

Para justificar o porquê da Apple se ter iniciado na construção do iPhone, Steve Jobs cita Alan Kay, que há 30 anos atrás, disse:

People who are really serious about software should make their own hardware.

Confesso que quando assisti pela primeira vez à apresentação, neste processo de tradução quase que inconsciente de inglês para português, percebi algo, que a ser verdade, seria ainda mais revolucionário:

People who are really serious about software should be transform it in "hardware".

Ou seja, para quê fazer botões físicos (teclas) se os mesmos podem ser feitos por software? Imaginei eu então que, aquilo que Jobs nos estava a dizer era que tinha encontrado a chave da personalização do hardware ao Homem: onde hoje há hardware temos de passar a ter software. Mas não me parece que o Jobs tenha dito isto de forma explicita embora o iPhone seja um exercício prático deste enunciado. O potencial desta estratégia para o Universal Access é fenomenal e fará do hardware peças irreconhecíveis no futuro. Será que era isto que o CEO da Apple nos quis dizer ao afirmar que o iPhone estava 5 anos adiantado face aos seus pseudo-concorrentes ou serei eu que tropeçei em algo que me fez ir parar uma década à frente?

sábado, fevereiro 24, 2007

VoiceOver: ele fez o mundo da diferença.

Anne Robertson - uma tradutora que usa com mestria o VoiceOver da Apple

Anne Robertson ficou cega quando era ainda criança. Ela é actualmente uma profissional de tradução de Francês para Inglês usando a última versão do leitor de ecrã do Mac OS X em combinação com as vozes sintetizadas Francesa e Inglesa.

Neste pequeno vídeo, ela mostra como faz uso do VoiceOver. Com o VoiceOver ela conseguiu acelerar a velocidade do trabalho de tradução uma vez que passou a ouvir o texto num idioma enquanto escreve num outro idioma. Anne Robertson vive em Orry la Ville, França.

Veja o vídeo de Anne Robertson no episódio 3 do PodCast da AssistiveWare.

domingo, dezembro 24, 2006

iCreate analisa Leopard

A equipa portuguesa do nº1 da revista iCreate andou a ver o que já se pode ver do sucessor do Mac OS Tiger. Quanto à acessibilidade diz-se o seguinte:

O Leopard está melhor em termos de acessibilidade e há um novo personagem para o VoiceOver, chamado Alex, que fala inglês. Só ainda não sabemos se é poliglota...

Era fantástico se o fosse! Mas mesmo que não seja já temos a Célia, uma voz portuguesissima que já roda em Mac OS Tiger.

Teclado Retro-iluminado, uma mais valia para a baixa visão

Recentemente pousou em cima da minha secretária um MacBook Pro com um fantástico monitor de 17 polegadas. Um portátil de 17 polegadas, curiosamente mais fino e mais leve que o meu PC de 15 polegadas.

Uma das funcionalidades desta peça de hardware, com a qual nunca me tinha confrontado antes, é o teclado retro-iluminado.

Pressiona-se F8 e como se de um interruptor de um candeeiro se tratasse, o teclado fica com os contornos das teclas e os caracteres nelas afixados em verde fluorescente.

O contraste é excelente para quem tem baixa visão e claro, para qualquer utilizador que necessita de trabalhar num ambiente menos iluminado.

sábado, dezembro 16, 2006

Explorando as fronteiras das tecnologias assistivas

A empresa holandesa AssistiveWare lançou um sistema de vídeo podcast que mostra como as pessoas usam as tecnologias de apoio para comunicar, para expressar a sua criatividade, para jogar jogos de computador e muito mais.

Este podcast mostra que não existem razões para que as pessoas com deficiências físicas, de visão, de fala ou linguagem não usem o mesmo software criatívo e educativo como quaisquer outros utilizadores Mac OS X. Serão disponibilizados, por ano, alguns episódios, cada um dedicado a uma pessoa em concreto.

Episódio 1: Um importante papel nas lides domésticas.

Marie-France controla o computador com um músculo da maxila

Marie-France, perdeu a voz e apenas consegue mover um dos músculos das maxilas, no entanto continua a desempenhar um importante papel nas actividades domésticas graças às tecnologias de apoio.

Marie-France perdeu a voz e apenas consegue mexer um músculo da maxila derivado da "Amyotrophic Lateral Sclerosis (ALS) - Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida por "Motor Neurone Disease (MND)" (doença motora dos neurónios) ou "Lou Gherigs Disease" - doença de Lou Gherigs.

Neste vídeo de 4 minutos, ela mostra como, com um único manípulo e os programas Proloquo, KeyStrokes e SwitchXS da AssistiveWare, acede ao seu computador PowerBook e comunica com os outros. Ela explica de que forma continua a desempenhar um papel fulcral nas actividades domésticas, fazendo as compras, gerindo as contas bancárias e até mesmo desenhando o seu próprio sítio na Web. A Marie-France vive em París, França.

Consulte o vídeo podcast da AssistiveWare.

Veja o episódio 1: