domingo, julho 20, 2008

High Contrast to read at iPod Touch

Através do SAFARI é possível colocar o contraste e a ampliação de letra desejada, no entanto este efeito é controlável apenas no acto da edição do ficheiro.

A personalização do contraste e da letra é feita através de CSS.

Letra amarela e fundo preto é o tipo de contraste preferido por cerca de 70% das pessoas com baixa visão (acuidade visual <= 3/10 do melhor dos olhos). Em termos de ampliação foi preciso aumentar em 900%. O ficheiro, esse, é necessário colocar on-line.

Ficam abaixo os parâmetros de CSS que é necessário colocar na <head></head> da página HTML:

<style type="text/css">
body {
 font-family: "Times New Roman", Times, serif ;
 font-size:900%;
 background-color: black;
 color: yellow;
}
</style>

Se tem um iPod Touch ou um iPhone, use o SAFARI para testar aqui a leitura em alto contraste com ampliação de 9x .

domingo, maio 04, 2008

Leitor de MP3 ao serviço da Língua Gestual

Língua Gestual Portuguesa

Quem conhece a história dos telefones, saberá que o seu inventor o fez para melhor comunicar com a sua mulher que era surda. A história tem destes ensinamentos e quem faz hoje uso do telefone sabe que o ouvido e o sentido da audição é fundamental para usar este instrumento.

Os leitores de MP3 não foram inventados para melhorar a comunicação entre os ouvintes e a comunidade surda, antes pelo contrário. A história mostra que o seu uso intenso pelos ouvintes os faz experimentar alguns problemas de audição no futuro.

Mas se os leitores de MP3 na sua origem não tinham grande utilidade para a comunidade surda, os leitores de MP3 da última geração, com ecrãs generosos e capazes de reproduzir imagem podem ser um instrumento fabuloso da Língua Gestual.

Filme legendado Filme sincronizado com Língua Gestual Portuguesa

Mostro nas imagens 3 exemplos:

  • Um filme legendado;
  • Um filme com LGP;
  • Um filme com LGP em ecrã completo.

Este último faz-me pensar que seria hoje possível desenvolver um gestuário cinemático da Língua Gestual Portuguesa de bolso! Fica a ideia, mas existem ainda mais coisas interessantes que se poderiam fazer a favor da 2ª lingua portuguesa consagrada na Constituição da República Portuguesa.

domingo, abril 20, 2008

Leitor de ecrã ORCA num MacBook Pro com a ajuda do iPod

ORCA num MacBook: pormenor do ampliador de ecrã

O ORCA tem cada vez mais adeptos no seio das pessoas com deficiência da visão, principalemtne pelas boas prestações do seu leitor de ecrã.

Dos testes que fiz este fim-de-semana, o leitor de ecrã em Português convenceu-me. Já o mesmo não posso dizer do ampliador de ecrã. Quando é que os desenvolvedores de ampliadores de ecrã se convencem que um ampliador tipo lupa não resulta para pessoas com baixa visão? Nesse particular parece que a Apple é a única que oferece, de facto, uma solução eficaz de ampliação em ecrã completo.

A pergunta deste fim-de-semana foi: será que consigo pôr o Linux Ubuntu a rodar no meu Mac e experimentar o ORCA? Yes, yes, ...

Uma das soluções possíveis, e que me agradou pelo risco controlado da instalção, foi a que passava por criar uma Máquina Virtual.

Encontrei duas hipóteses: através do programa Parallels ou através do programa VMWare. Estas duas aplicações permitem fazer de um pedaço de um disco uma instalação completa de um sistema operativo. No caso concreto optei pelo VMWare uma vez que o Parallels o faz apenas com o disco que está instalado no computador e eu queria algo que me permitisse usar o meu iPod Classic de 80GB. Guardar nele 10Gb para este teste seria algo que não iria atrapalhar a minha colecção de discos e vídeos e por outro lado evitava de correr o risco de formatar o meu disco (risos... nunca se sabe).

E assim foi:

  • Instalei o VMWare na sua versão de Avaliação, válido por 30 dias. Deparei-me com um erro fatal que me obrigou a desligar o MacBook no botão reset algumas vezes até que descobri que o VMWare não gosta do Zoom do Leopard. Deixei de usar o Zoom e passei a usar o meu telescópio de mão para controlar a nova máquina virtual.
  • Instalei em seguida o Linux Ubuntu 7.10 a partir de um ficheiro ISO que descarreguei da net via Leopard. A instalação foi fácil mas deparei-me com um problema de resolução de ecrã. O Ubuntu insistia em aparecer num ecrã minúsculo de 600x480. Mas na configuração do sistema lá encontrei a opção Screen & Graphics e aqui escolhi outra opção que não a Plug & Play. E funcionou!!
  • Executei o Install que entretanto apareceu já na máquina virtual, num muito bonito desktop do Ubuntu, muito parecido ao Mac OS X. Por sinal as opções de acessibilidade também aqui se chamam de UniversalAccess mas por lá não vi o ORCA. Mau!...
  • Procurei o ORCA por todo o lado, inclusivamente usando o motor de busca do Ubuntu mas o que teoricamente estaria no sistema não estava. Mas foi estranho porque na opção instalar/remover aplicações o ORCA estava lá. Porreiro... Vasculhei um pouco mais na web e encontrei a solução. Executar o programa Consola (Terminal para quem usa a versão inglesa) do Ubuntu e aqui escrever sudo apt-get build-dep gnome-orca e pressionar enter. O sistema pede-nos a seguir a password de utilizador e inicia um complexo processo de instalação e configuração. Graças a Deus, tudo automático! Com esta "fórmula mágica" o Terminal (ou Consola) concluiu a tarefa, sem me perguntar nada. Feito isto foi executar outro comando na linha do Terminal orca -s e eis que surgiu o sintetizador de fala do ORCA já em Português. Até agora só vi esta opção para chamar o programa. Na parte gráfica do sistema operativo tentei executar alt+f2, que segundo a informação disponível na web executa o ORCA, mas verifico que esta sequência entra em colisão com comandos do Leopard. Afinal são 2 sistemas operativos a rodar em simultâneo na mesma máquina... parece-me natural que as teclas de atalho dos dois entrem em colisão.
O bonito desktop do Linux Ubuntu no MacBook Pro

Gostei:

  • do sintetizador de fala que tem versão para Português nas suas variantes Brasil e Portugal com um desempenho muito agradável.

  • o leitor de ecrã funciona também no OpenOffice que vem de origem com o Ubuntu. Ideal para escrever e ler informação.
  • a configuração à net foi automática. O Firefox é o browser de serviço e ficou configurado sem me perguntar nada. Vejo que também há um programa de correio electrónico que não cheguei a configurar.
  • Com a VM em ecrã completo parece mesmo que estamos a rodar o Linux na nossa máquina. A interface é muito bonita e tem template com alto contraste e letra grande e ainda um conjunto de referências sonoras para avisar do pedido de password e de sucesso de arranque do sistema. Notável!! O desempenho, nomeadamente o tempo de resposta às acções é agradável.

Gostei menos:

  • do ampliador de ecrã do ORCA mas mesmo assim é mais funcional do que a lupa que está no Windows Vista (que nasceu com o Windows 95). Mas peca por não ser ecrã completo da do tipo que se encontra no Leopard.

Foi chato:

  • a colisão do VMWare com o Zoom da Apple, que deita aquele abaixo, de tal modo que para repor a situação só desligando a máquina no botão. Mas notei que o Zoom do Leopard ainda chega a actuar na Máquina Virtual. Se esta não fosse abaixo, a solução passava a ser excelente para quem tem baixa visão. Porquê? Poderia usar o Zoom do Leopard em qualquer sistema operativo. Havia de ser lindo o Zoom a ampliar uma VM com Windows Vista, Linux, Solaris, .... E parece-me que estamos a um passinho de o conseguir - enviei uma nota para o fabricante do VMWare.
  • também foi chato ultrapassar, ainda não está completamente alinhado com o meu ecrã de 17 polegadas, o problema da resolução.
  • esperava que a ampliação no ORCA fosse de ecrã completo

Em termos de custos envolvidos com esta solução há que contar com o preço do VMWare Fusion que custa cerca de 80 euros, o qual provavelmente irei adquirir depois dos 30 dias de avaliação.

domingo, março 09, 2008

Braille display BrailleWave of Handy Tech don't work with Leopard

[actualização] tudo o que abaixo está escrito sobre a linha braille BrailleWave, da Handytec, é totalmente falso quando se usa o Mac OS X Lion ou superior. A linha braille funciona impecavelmente e com a grafia braille da língua portuguesa.. Ver os meus testes com a BrailleWave.

Braille Wave de 40 caracteres - as unhas que teclam a linha não são minhas...

De facto, hoje experimentei a Braille Wave, linha braille de 40 caracteres do fabricante alemão Handy Tech, com o Mac OS X Leopard. Não funcionou. O MacBook Pro nem sequer se apercebeu que eu lhe liguei um dispositivo na USB.

Ainda experimentei com a linha ligada, desligar e voltar a ligar a máquina, pois tenho verificado que o Leopard tem, por vezes, dificuldade em reconhecer dispositivos USB, mesmo os seus "primos direitos" como é o caso do iPod.

Bem sei que se trata de um modelo de linha braille de 2001, ou seja com 7 anos, mas o que é certo é que na actual geração PC a coisa mexe. No Mac não chega sequer a mexer os olhos.

Comprar outra linha? Sim, é uma hipótese, mas é preciso lembrar que esta linha com 40 caracteres braille me custou 5000 euros e que uma nova andará na ordem dos 4000. Vou esperar que a Handy Tech me responda com um truque para ultrapassar isto.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Leopard OS X Braille: a new update

source: E-Access Bulletin. February 2008.

+09: Leopard Displays: Our tireless correspondent, Jude DaShiell, has also written in this month to continue our discussion about support for refreshable Braille displays by the new Apple operating system 'Leopard'.

Jude provides a link to a list of supported displays, from Apple's own website:
http://fastlink.headstar.com/apple1 .

And Jude also forwarded a relevant notice from earlier this month:

"Today, Apple released the Braille Display Update 1.0 for VoiceOver in Leopard. VoiceOver, part of the Universal Access family of accessibility tech, allows blind or visually impaired users to hear what's on the screen. Via the new update, when you connect a compatible Braille display, "VoiceOver automatically detects it and sends it information about what is displayed on the screen."
"This update adds new support for certain Braille displays, including the HandyTech Braille Star 8, GW Micro BrailleSense, and more. This update is available for users of Mac OS X Leopard by using Software Update (Apple menu > Software Update) or by downloading the installer package from the Apple support downloads site. If you're currently using a Braille screenreader under Leopard - or you were waiting for support for your screenreader via this update - drop us a comment to let us know if the update makes a difference for you."

The download is available at:
http://fastlink.headstar.com/apple2 .

[Further comments please to inbox@headstar.com].

domingo, outubro 21, 2007

Universal Access at Leopard

Mac OS X

Agora sim, a fonte é da própria Apple, e confirma-se o prometido aquando da sua apresentação pública.

O Braille ganha presença no VoiceOver e vai para além das funcionalidades básicas. Quanto à sintese de fala, o Alex acompanha o sistema operativo desde a sua origem mas tudo indica que será apenas Inglês. Por isso, para quem quiser o sistema a falar em Português terá que recorrer à aquisição da fantástica voz da Célia da empresa ACAPELA, comercializada pela empresa AssistiveWare.

Novidade, ou se quiserem um salto de funcionalidades, encontra-se no processo de navegação. Vamos ter um sistema de leitura por objectos!! Yes!! A documentação da Apple chega mesmo a citar o nome JAWS e WindowEyes como referência do tipo: "tal como eles, nós agora também temos!".

O primeiro ou segundo texto que coloquei neste blog (em Setembro de 2005) dava conta da decepção de alguns utilizadores quando pegaram no Tiger e viram o VoiceOver. Dois anos depois, o Leopard parece que vai ao encontro das necessidades dos utilizadores cegos e com baixa visão.

Características do Universal Access no Leopard:

iPod - if you have one answer (Updated)

+09: iPod Question: New subscriber John Turley from Glasgow writes: "I am looking for some help concerning the Apple iPod. Less than a year ago I could see the screen. Now I cannot, due to further deterioration in sight. My question is, is there a way that the iPod screen information can be made audible so that it can be accessible to someone like me who has sight loss? I would appreciate any feedback you could provide."

[please send responses to inbox@headstar.com].

source: E-Access Bulletin of September 07

Na edição de Outubro do EAccess as respostas fizeram-se sentir e há respostas para o problema.

+09: Sound Advice: There have been several responses to John Turley's request for help accessing his Apple iPod.

He wanted to know if on-screen information could be made audible.

  • Rich Caloggero, Accessibility Researcher with the National Center for Accessible Media suggests he should download 'Rockbox': http://www.rockbox.org/

    Rich says: "This is "firmware," essentially system software, which you can load onto your player. It makes the menus and controls talk. I haven't got an mp3 player, so have no first hand experience with this, but have heard good things about it."

    The Rockbox software will run on a wide range of players including most iPods: a full list is on the home page of its website.

  • Akbar Currim from Bombay, India also offered advice on Rockbox including an online talk: "Archives for the Tech Talk training on Rockbox, the open source firmware system that makes many off-the- shelf mp3 players accessible, on podcasting, on Windows Vista and many others are now available. See: http://accessibleworld.org/show.php?contentid=43 ."
  • And Anna Dresner from the US, an author who has written about media player accessibility was another recommending RockBox, and also writes:

    "There is also a program called VoiceBox that finds the files on your player and generates voice clips so that Rockbox can speak file and folder names. The software is still under development, so it's not always as stable as you would wish, but it can be a good option if you don't mind that sort of thing. Check out Brian Hartgen's Portable Players Portal at http://www.hartgen.org for more information."

[further reponses to inbox@headstar.com] .

sábado, outubro 20, 2007

Leopard: a antevisão do VoiceOver promete

Leopard: Funcionalidades do VoiceOver

Tudo leva a crer que o VoiceOver irá efectuar uma leitura inteligente por objectos. Um dos segredos dessa "inteligência" reside no Document Object Model. Vai ser possível pedir ao VoiceOver algo como: "Olha, lê-me apenas os cabeçalhos! Lê-me o próximo parágrafo! Lê-me a lista de opções do menu! ... Obrigado". Será que vamos ter vários sintetizadores de fala a ler em simultâneo, como previ em tempos? Isso seria fantástico.

sábado, setembro 15, 2007

Why doesn’t Safari support the handheld CSS media type in iPhone?

Ainda recentemente coloquei esta mesma questão num dos fóruns portugueses de utilizadores Apple: porque está o iPhone (handheld) "armado" em ecrã de computador (screen)?

Do que conheço da Apple esta estratégia é amplamente reflectida e nada inocente. Recai no principio: não, o iPhone não é um handheld, é um iPhone! Pois... parece que já vi este filme antes: o IE não é um browser, é o Internet Explorer. Todos os designers conhecem hoje os "malabarismos" que é necessário fazer para ultrapassar os "bugs" do IE. Acham mesmo que são bugs? Tretas, ... se queres ver a tua página como deve ser desenha-a para IE e obriga os utilizadores a usarem IE. Conhecem a frase "Optimizado para IE xx.x"? Ah, pois é...

Esta estratégia não me parece positiva. Venderam-nos que navegar no iPhone é o mesmo que navegar num PC (opps, PC? I'm a Mac :) ). Para um designer web isto parece ser uma óptima notícia mas, quanto mais leio sobre o assunto, afigura-se-me a um pesadelo.

A discussão sobre o assunto não é abundante:

"LATE ADDITION: I just found a page on flickr of all places that opens up a discussion of readable websites on iPhone. Joe Clark has a comment where he asks, "Why doesn’t Safari support the handheld CSS media type?" David Stong
E Joe Clark diz:
There’s no need for user-agent sniffing, a debased practice from the 1990s. Why doesn’t Safari support the handheld CSS media type? Joe Clark

Estou inclinado a dar razão a Joe Clark. Se o iPhone tivesse o mesmo comportamento que um ecrã de PC (PC? I'm a Mac), como nos querem vender, porque escreve a Apple coisas como estas?

"You can tailor the style of your webpages by providing a style sheet that adapts to iPhone. The CSS 3 media query allows you to do just that. There are several types of queries including print, handheld, and screen. iPhone ignores the print and handheld media queries because these types do not supply high-end content. So the screen query is what you need to use."Specify an iPhone Style Sheet
Mas parece que na resposta à pergunta: Is iPhone an Handheld? A Apple não deixa margem para dúvidas. Não, não é!. E é um ecrã de um PC (screen)? Não, também não. Mau, então em que categoria de equipamento cabe ele? Em nenhum. Ele apresenta-se isolado. Boa... isto pode não ser mau de todo e até se pode chamar de inovação. Já não é a primeira vez que eu próprio, ao falar de Design for All, falo em Design for One.

Veja-se o que propõe a Apple: especifiquem CSS APENAS para o iPhone.

"To specify a style sheet that is just for iPhone without affecting other devices, you use the only keyword in combination with the screen keyword, as follows:"Specify an iPhone Style Sheet.
<link media="only screen and (max-device-width: 480px)" href="small-device.css" type="text/css" rel="stylesheet">

E a pergunta que se segue é: então e os outros dispositivos handheld? Têm que levar em cima com a CSS do iPhone? A resposta vem da Apple.

"Older browsers ignore the only keyword and won’t read your iPhone style sheet. To specify a style sheet for devices other than iPhone, use an expression similar to the following:"
<link media="screen and (min-device-width: 481px)" href="not-small-device.css" type="text/css" rel="stylesheet" />

É interessante esta presunção: "Older Browsers". 2007 é hoje e a OPERA já fez sair este ano várias versões do seu browser para handhelds. O meu Nokia 6630 usa o OPERA com CSS activa bastante bem.

Se todos os fabricantes de handhelds seguirem a mesma técnica da Apple para o IPhone arriscamo-nos a ter uma das maiores dores de cabeça para os designers. Desenharem específicamente para cada equipamento. Imaginem se a WAI do W3C seguisse a mesma estratégia para ir ao encontro das necessidades das pessoas com deficiência? Teriamos algumas dezenas (numa versão optimista) de folhas de estilo e mesmo assim correriamos o risco de deixar alguns utilizadores de fora.

Será que estamos a abandonar o principio da transformação harmoniosa (gracefully transform) de conteúdos que enforma as directrizes de acessibilidade inscritas nas WCAG 1.0?

domingo, setembro 09, 2007

Como fica a minha página Web no iPhone? Acessibilidade Web mostra o seu valor acrescentado!

Nota prévia: Os testes com o iPhone aqui apresentados e as respectivas imagens foram feitas com o editor APTANA, que tem agora um simulador de páginas Web para iPhone. E é grátis!!

"Use unidades relativas em vez de absolutas nos valores dos atributos da linguagem de notação e valores das propriedades das folhas de estilo."(ponto de verificação 3.4 de prioridade 2 das WCAG 1.0)".

Muita gente pergunta-me o porquê desta regra. Tecnicamente poderemos responder que ao aplicarmos esta regra às nossas páginas, estas adaptam-se a vários tamanhos de ecrã e/ou resoluções dos mesmos.

É isso mesmo que é visível quando observamos a mesma página num ecrã de computador (figura 1) ou num ecrã de um telemóvel como o novíssimo iPhone (figuras seguintes).

Página www.gesta.org vista no navegador Web SAFARI com CSS activa

Figura 1: Página www.gesta.org vista no navegador Web SAFARI com CSS activa.

Mas o que é isso de se ajustar ao ecrã? Se observarmos a figura 1 e 2, iremos constatar que a informação se ajustou à largura do ecrã. Enquanto que a barra de rolamento vertical, que permite ao utilizador percorrer a totalidade da página para baixo e para cima, é visível, a equivalente barra de rolamento horizontal não apareceu apesar do ecrã da figura 2 ser substancialmente mais pequeno que o da figura 1.

Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS activa e posicionamento do aparelho na vertical

Figura 2: Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS activa e posicionamento do aparelho na vertical.

O iPhone tem ainda a particularidade de ao ser posicionado de lado, i.e. na horizontal, o ecrã também roda. Na prática, ficamos com um ecrã mais largo. Assim, numa página que cumpre a regra de acessibilidade enumerada neste post, a informação rearruma-se de forma a ocupar toda a superfície do ecrã. E note-se que, qualquer que seja a posição do iPhone, a barra de rolamento horizontal nunca aparece. Isto sucede apenas em websites que cumpram esta regra de acessibilidade (exceptuando as que recorrem a truques de javascript para obter o mesmo efeito - isto é batota, não vale! :-) ).

Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS activa e posicionamento do aparelho na horizontal

Figura 3: Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS activa e posicionamento do aparelho na horizontal.

Mas ainda há mais! Se quem concebeu a página separou correctamente o estilo da estrutura da informação, colocando o primeiro numa folha de estilo externa (CSS) e a segunda numa página de HTML, mesmo que tenha violado a regra, usando valores absolutos, será possível desactivar a folha de estilo e navegarmos na informação livremente usando o estilo por defeito do navegador (é isso que é visível nas figuras 4 e 5). E aqui, mais uma vez, a informação ganha a propriedade de se ajustar ao ecrã do iPhone, esteja este na vertical ou na horizontal. Se não fizer assim, o resultado, ao retirar a folha de estilo, poderá ser um monte de texto sem qualquer nexo.

Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS inactiva e posicionamento do aparelho na horizontal

Figura 4: Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS inactiva e posicionamento do aparelho na horizontal.

Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS inactiva e posicionamento do aparelho na vertical

Figura 5: Página www.gesta.org vista no IPhone com CSS inactiva e posicionamento do aparelho na vertical.

Mas as regras de acessibilidade não são especialmente concebidas para pessoas com deficiência?

Sim, ... mas essencialmente são concebidas para tecnologias usadas por estes. Na prática, ou se quisermos tecnicamente, aquilo que o iPhone actualmente solicita à informação (que se ajuste ao ecrã consoante a sua posição) é algo que uma pessoa, por exemplo, com baixa visão solicita à tecnologia com uma frequência alucinante, há muitos anos, quando amplia o texto e pretende que o mesmo se rearrume no ecrã. Durante um dia de trabalho são centenas, as vezes que uma pessoa com baixa visão solicita à tecnologia alterações equivalentes ao rodar do iPhone (garanto-lhe que o super sensor do IPhone, que permite esta adaptação fantástica, ficaria "mareado" em poucos dias :-) ). Por outro lado os varrimentos horizontais pela informação são penosos para uma pessoa com baixa visão, e para qualquer utilizador também. Por isso, devem ser evitados!