“When Mac OS X was released with VoiceOver, it was a lifesaver,” says Elliot Aronson. Though he’s lost 90% of his vision to macular degeneration, the social psychologist used VoiceOver, which he calls “the single most important technical invention for me,” to write his latest book on his Mac mini. “The Mac with VoiceOver is indispensable. Without them, I wouldn’t be able to write or edit my work.”
quarta-feira, outubro 01, 2008
sábado, setembro 27, 2008
Make Your Mac Speak | Why Magalhães Don't Speak?
A Apple publicou hoje, 27 de Setembro, uma dica na sua página de entrada intitulada "Faça o seu Mac falar".
Começa assim a dica: Sabia que o seu Mac pode ler para si em voz alta?... continua em inglês com o título "Make your Mac speak".
A propósito deste artigo lembrei-me de uma pergunta deixada pelo Professor José Tribolet, esta semana, na conferência de apresentação de resultados do projecto Tecnovoz: porque não está o Tecnovoz no computador Magalhães?
Pois é! A Apple tem!A Apple tem instalado por defeito em TODAS (leia-se todas várias vezes) as suas máquinas: sintetizador de fala (uns 30 para a língua inglesa) e é possível ter um sintetizador de fala em português de alta qualidade (a Célia da empresa Acapela comercializada pela empresa AssistiveWare), um leitor de ecrã (VoiceOver) que faz uso do sintetizador de fala mas também, desde há um ano, dispositivos braille. E ainda tem, na área da voz, reconhecimento de voz para comandos em inglês.
E gostava de realçar que não são apenas floreados para ficarem bem numa qualquer checklist da section 508 da ADA Norte-Americana. Os utilizadores usam-nas e para muitos o uso do computador depende da sua existência. Pessoalmente uso regularmente o sintetizador de fala Célia existente no Mac OS X para transformar livros em audiolivros para os ouvir no meu iPod. Já a função de ampliação de caracteres existente no sistema operativo Mac está permanentemente activo. Sem ele seria incapaz de usar computadores. Ele representa para mim a grande oportunidade que me permite trabalhar no sector das TIC.
E esta dependência não é nova para mim. Toda a minha vida de estudante, em termos de acesso à informação, dependeu da existência destas tecnologias da fala e de suporte à visão. Penso que até compreendo o tom com o qual o Professor José Tribolet, presidente do INESC, se dirigiu aos membros do consórcio do Tecnovoz como "seus anormais: porque não está o Tecnovoz no Magalhães?". Recordo apenas que o INESC é parte integrante do consórcio. Isto fez-me recordar que nenhuma das tecnologias de fala que uso desde 1990 para a língua portuguesa foram fabricadas ou investigadas em Portugal. De facto, parece insólito... ou melhor, realmente anormal!!
Seria essencial o Magalhães ser dotado de (1) software de ampliação de ecrã, (2) sintetizador de fala em português e outros idiomas e (3) leitor de ecrã para sintetizador de fala e linha braille. - que bom seria se essas peças fossem fruto da investigação portuguesa e não compradas a empresas estrangeiras.
A Apple já o faz em TODAS as suas máquinas! De todas as peças "apenas" o sintetizador de fala em português é pago.
quinta-feira, setembro 25, 2008
iTunes mais acessível
Hoje, a Freedom Scientific anunciou o suporte do Jaws para Windows às versões 8, 9, e 10 do iTunes.
Curiosamente, ou talvez não, o acesso ao iTunes 8 em Windows foi um resultado do esforço conjunto da Apple e da GW Micro, o fabricante do leitor de ecrã Window-Eyes. A Freedom Scientific usou esta implementação do MSAA para alargar a compatibilidade também ao Jaws.
São várias as instituições norte americanas, representantes de pessoas cegas, atentas à acessibilidade da plataforma iTunes. Por esta plataforma passa, já hoje, um conjunto muito considerável de conteúdos áudio de cariz universitário como é o caso das gravações das aulas e material de apoio ao estudo. Estima-se que este tipo de conteúdo crescerá exponencialmente. A Apple comprometeu-se em tornar todos estes conteúdos "acessíveis" até 31 de Dezembro de 2008.
sábado, setembro 13, 2008
Keynote 9 Sept: Steve Jobs talks again in accessibility
No passado 9 de Setembro durante a apresentação "Let's rock", o CEO da Apple deu mais uma vez relevo a uma das funcionalidades de acessibilidade nos produtos Apple. O VoiceOver, o leitor de ecrã da marca da maçã, passou agora a ter um desempenho exemplar no iTunes 8.
A velocidade com que a Apple tem introduzido funcionalidades de acessibilidade é lento, pelo menos na perspectiva dos utilizadores que precisam delas, como eu, mas a qualidade das funcionalidades tem sido, até hoje, sólida.
Gostei do Genius. Ele vasculha mesmo os 4 cantos do armazém de Música que está no meu Mac! Descobriu músicas que eu nem sequer sabia que lá estavam. Com o Genius penso que o próximo passo será lançar uma tarifa plana para acesso ilimitado à Music Apple Store. Seria fantástico com um click numa música preferida ficar com um CD "preferido" pronto a bombar! A necessidade está criada.
domingo, julho 20, 2008
High Contrast to read at iPod Touch
Através do SAFARI é possível colocar o contraste e a ampliação de letra desejada, no entanto este efeito é controlável apenas no acto da edição do ficheiro.
A personalização do contraste e da letra é feita através de CSS.
Letra amarela e fundo preto é o tipo de contraste preferido por cerca de 70% das pessoas com baixa visão (acuidade visual <= 3/10 do melhor dos olhos). Em termos de ampliação foi preciso aumentar em 900%. O ficheiro, esse, é necessário colocar on-line.
Ficam abaixo os parâmetros de CSS que é necessário colocar na <head></head> da página HTML:
<style type="text/css">
body {
font-family: "Times New Roman", Times, serif ;
font-size:900%;
background-color: black;
color: yellow;
}
</style>
Se tem um iPod Touch ou um iPhone, use o SAFARI para testar aqui a leitura em alto contraste com ampliação de 9x .
domingo, maio 04, 2008
Leitor de MP3 ao serviço da Língua Gestual
Quem conhece a história dos telefones, saberá que o seu inventor o fez para melhor comunicar com a sua mulher que era surda. A história tem destes ensinamentos e quem faz hoje uso do telefone sabe que o ouvido e o sentido da audição é fundamental para usar este instrumento.
Os leitores de MP3 não foram inventados para melhorar a comunicação entre os ouvintes e a comunidade surda, antes pelo contrário. A história mostra que o seu uso intenso pelos ouvintes os faz experimentar alguns problemas de audição no futuro.
Mas se os leitores de MP3 na sua origem não tinham grande utilidade para a comunidade surda, os leitores de MP3 da última geração, com ecrãs generosos e capazes de reproduzir imagem podem ser um instrumento fabuloso da Língua Gestual.
Mostro nas imagens 3 exemplos:
- Um filme legendado;
- Um filme com LGP;
- Um filme com LGP em ecrã completo.
Este último faz-me pensar que seria hoje possível desenvolver um gestuário cinemático da Língua Gestual Portuguesa de bolso! Fica a ideia, mas existem ainda mais coisas interessantes que se poderiam fazer a favor da 2ª lingua portuguesa consagrada na Constituição da República Portuguesa.
domingo, abril 20, 2008
Leitor de ecrã ORCA num MacBook Pro com a ajuda do iPod
O ORCA tem cada vez mais adeptos no seio das pessoas com deficiência da visão, principalemtne pelas boas prestações do seu leitor de ecrã.
Dos testes que fiz este fim-de-semana, o leitor de ecrã em Português convenceu-me. Já o mesmo não posso dizer do ampliador de ecrã. Quando é que os desenvolvedores de ampliadores de ecrã se convencem que um ampliador tipo lupa não resulta para pessoas com baixa visão? Nesse particular parece que a Apple é a única que oferece, de facto, uma solução eficaz de ampliação em ecrã completo.
A pergunta deste fim-de-semana foi: será que consigo pôr o Linux Ubuntu a rodar no meu Mac e experimentar o ORCA? Yes, yes, ...
Uma das soluções possíveis, e que me agradou pelo risco controlado da instalção, foi a que passava por criar uma Máquina Virtual.
Encontrei duas hipóteses: através do programa Parallels ou através do programa VMWare. Estas duas aplicações permitem fazer de um pedaço de um disco uma instalação completa de um sistema operativo. No caso concreto optei pelo VMWare uma vez que o Parallels o faz apenas com o disco que está instalado no computador e eu queria algo que me permitisse usar o meu iPod Classic de 80GB. Guardar nele 10Gb para este teste seria algo que não iria atrapalhar a minha colecção de discos e vídeos e por outro lado evitava de correr o risco de formatar o meu disco (risos... nunca se sabe).
E assim foi:
- Instalei o VMWare na sua versão de Avaliação, válido por 30 dias. Deparei-me com um erro fatal que me obrigou a desligar o MacBook no botão reset algumas vezes até que descobri que o VMWare não gosta do Zoom do Leopard. Deixei de usar o Zoom e passei a usar o meu telescópio de mão para controlar a nova máquina virtual.
- Instalei em seguida o Linux Ubuntu 7.10 a partir de um ficheiro ISO que descarreguei da net via Leopard. A instalação foi fácil mas deparei-me com um problema de resolução de ecrã. O Ubuntu insistia em aparecer num ecrã minúsculo de 600x480. Mas na configuração do sistema lá encontrei a opção Screen & Graphics e aqui escolhi outra opção que não a Plug & Play. E funcionou!!
- Executei o Install que entretanto apareceu já na máquina virtual, num muito bonito desktop do Ubuntu, muito parecido ao Mac OS X. Por sinal as opções de acessibilidade também aqui se chamam de UniversalAccess mas por lá não vi o ORCA. Mau!...
- Procurei o ORCA por todo o lado, inclusivamente usando o motor de busca do Ubuntu mas o que teoricamente estaria no sistema não estava. Mas foi estranho porque na opção instalar/remover aplicações o ORCA estava lá. Porreiro... Vasculhei um pouco mais na web e encontrei a solução. Executar o programa Consola (Terminal para quem usa a versão inglesa) do Ubuntu e aqui escrever
sudo apt-get build-dep gnome-orcae pressionar enter. O sistema pede-nos a seguir a password de utilizador e inicia um complexo processo de instalação e configuração. Graças a Deus, tudo automático! Com esta "fórmula mágica" o Terminal (ou Consola) concluiu a tarefa, sem me perguntar nada. Feito isto foi executar outro comando na linha do Terminalorca -se eis que surgiu o sintetizador de fala do ORCA já em Português. Até agora só vi esta opção para chamar o programa. Na parte gráfica do sistema operativo tentei executar alt+f2, que segundo a informação disponível na web executa o ORCA, mas verifico que esta sequência entra em colisão com comandos do Leopard. Afinal são 2 sistemas operativos a rodar em simultâneo na mesma máquina... parece-me natural que as teclas de atalho dos dois entrem em colisão.
Gostei:
- do sintetizador de fala que tem versão para Português nas suas variantes Brasil e Portugal com um desempenho muito agradável.
- o leitor de ecrã funciona também no OpenOffice que vem de origem com o Ubuntu. Ideal para escrever e ler informação.
- a configuração à net foi automática. O Firefox é o browser de serviço e ficou configurado sem me perguntar nada. Vejo que também há um programa de correio electrónico que não cheguei a configurar.
- Com a VM em ecrã completo parece mesmo que estamos a rodar o Linux na nossa máquina. A interface é muito bonita e tem template com alto contraste e letra grande e ainda um conjunto de referências sonoras para avisar do pedido de password e de sucesso de arranque do sistema. Notável!! O desempenho, nomeadamente o tempo de resposta às acções é agradável.
Gostei menos:
- do ampliador de ecrã do ORCA mas mesmo assim é mais funcional do que a lupa que está no Windows Vista (que nasceu com o Windows 95). Mas peca por não ser ecrã completo da do tipo que se encontra no Leopard.
Foi chato:
- a colisão do VMWare com o Zoom da Apple, que deita aquele abaixo, de tal modo que para repor a situação só desligando a máquina no botão. Mas notei que o Zoom do Leopard ainda chega a actuar na Máquina Virtual. Se esta não fosse abaixo, a solução passava a ser excelente para quem tem baixa visão. Porquê? Poderia usar o Zoom do Leopard em qualquer sistema operativo. Havia de ser lindo o Zoom a ampliar uma VM com Windows Vista, Linux, Solaris, .... E parece-me que estamos a um passinho de o conseguir - enviei uma nota para o fabricante do VMWare.
- também foi chato ultrapassar, ainda não está completamente alinhado com o meu ecrã de 17 polegadas, o problema da resolução.
- esperava que a ampliação no ORCA fosse de ecrã completo
Em termos de custos envolvidos com esta solução há que contar com o preço do VMWare Fusion que custa cerca de 80 euros, o qual provavelmente irei adquirir depois dos 30 dias de avaliação.
domingo, março 09, 2008
Braille display BrailleWave of Handy Tech don't work with Leopard
[actualização] tudo o que abaixo está escrito sobre a linha braille BrailleWave, da Handytec, é totalmente falso quando se usa o Mac OS X Lion ou superior. A linha braille funciona impecavelmente e com a grafia braille da língua portuguesa.. Ver os meus testes com a BrailleWave.
De facto, hoje experimentei a Braille Wave, linha braille de 40 caracteres do fabricante alemão Handy Tech, com o Mac OS X Leopard. Não funcionou. O MacBook Pro nem sequer se apercebeu que eu lhe liguei um dispositivo na USB.
Ainda experimentei com a linha ligada, desligar e voltar a ligar a máquina, pois tenho verificado que o Leopard tem, por vezes, dificuldade em reconhecer dispositivos USB, mesmo os seus "primos direitos" como é o caso do iPod.
Bem sei que se trata de um modelo de linha braille de 2001, ou seja com 7 anos, mas o que é certo é que na actual geração PC a coisa mexe. No Mac não chega sequer a mexer os olhos.
Comprar outra linha? Sim, é uma hipótese, mas é preciso lembrar que esta linha com 40 caracteres braille me custou 5000 euros e que uma nova andará na ordem dos 4000. Vou esperar que a Handy Tech me responda com um truque para ultrapassar isto.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Leopard OS X Braille: a new update
source: E-Access Bulletin. February 2008.
+09: Leopard Displays: Our tireless correspondent, Jude DaShiell, has also written in this month to continue our discussion about support for refreshable Braille displays by the new Apple operating system 'Leopard'.
Jude provides a link to a list of supported displays, from Apple's own
website:
http://fastlink.headstar.com/apple1 .
And Jude also forwarded a relevant notice from earlier this month:
"Today, Apple released the Braille Display Update 1.0 for VoiceOver in Leopard. VoiceOver, part of the Universal Access family of accessibility tech, allows blind or visually impaired users to hear what's on the screen. Via the new update, when you connect a compatible Braille display, "VoiceOver automatically detects it and sends it information about what is displayed on the screen."
"This update adds new support for certain Braille displays, including the HandyTech Braille Star 8, GW Micro BrailleSense, and more. This update is available for users of Mac OS X Leopard by using Software Update (Apple menu > Software Update) or by downloading the installer package from the Apple support downloads site. If you're currently using a Braille screenreader under Leopard - or you were waiting for support for your screenreader via this update - drop us a comment to let us know if the update makes a difference for you."
The download is available at:
http://fastlink.headstar.com/apple2 .
[Further comments please to inbox@headstar.com].
domingo, outubro 21, 2007
Universal Access at Leopard
Agora sim, a fonte é da própria Apple, e confirma-se o prometido aquando da sua apresentação pública.
O Braille ganha presença no VoiceOver e vai para além das funcionalidades básicas. Quanto à sintese de fala, o Alex acompanha o sistema operativo desde a sua origem mas tudo indica que será apenas Inglês. Por isso, para quem quiser o sistema a falar em Português terá que recorrer à aquisição da fantástica voz da Célia da empresa ACAPELA, comercializada pela empresa AssistiveWare.
Novidade, ou se quiserem um salto de funcionalidades, encontra-se no processo de navegação. Vamos ter um sistema de leitura por objectos!! Yes!! A documentação da Apple chega mesmo a citar o nome JAWS e WindowEyes como referência do tipo: "tal como eles, nós agora também temos!".
O primeiro ou segundo texto que coloquei neste blog (em Setembro de 2005) dava conta da decepção de alguns utilizadores quando pegaram no Tiger e viram o VoiceOver. Dois anos depois, o Leopard parece que vai ao encontro das necessidades dos utilizadores cegos e com baixa visão.
Características do Universal Access no Leopard:


