sábado, dezembro 13, 2008

ScreenReaders: 2% of AccessWorld readers use VoiceOver

2% dos leitores da AccessWorld usam o leitor de ecrã que acompanha o Mac OS X: VoiceOver

2% dos leitores da revista AccessWorld usam o leitor de ecrã que incorpora o Mac OS X: VoiceOver.

O JAWS lidera a tabela com uns esmagadores 61%. Curiosamente o HAL, um dos primeiros leitores de ecrã que surgiram em Portugal (início da década de 90 ainda no então MS-DOS) é utilizado apenas por 1% dos leitores desta prestigiada revista que tem leitores em todo o mundo.

Leitores de ecrã utilizados pelos leitores da AccessWorld
Leitor de ecrã% Utilizadores
JAWS61%
Window-Eyes21%
System Access9%
NVDA4%
Orca2%
VoiceOver2%
Hal1%

fonte: AFB. (Dezembro 2008). Revista AccessWorld Extra. Vol.8, Nr. 6.

domingo, novembro 16, 2008

OpenOffice 3 compatível com VoiceOver

Para quem precisa de um processador de texto, uma folha de cálculo e de um programa para construir e visualizar diapositivos, e controlar tudo isto sem recorrer ao sentido da visão, pode agora usar o OpenOffice 3 em conjunto com o VoiceOver. O controlo faz-se via Braille ou síntese de fala.

Estes e outros produtos encontram-se na lista de aplicações compatíveis com o VoiceOver disponibilizada pela Apple no seu sítio web.

sexta-feira, outubro 24, 2008

[updated] AccessWorld de Novembro vai analisar VoiceOver

updated: O artigo já se encontra disponível: An Evaluation of VoiceOver, the Macintosh Screen Reader, by Jim Denham.

Salvo outras considerações que ainda espero vir a compilar relativamente a este artigo, parece-me que os comentários são bastante mais positivos que os constantes no artigo, da mesma revista, publicado em Setembro de 2005, de Jay Leventhal, com o título Not What the Doctor Ordered: A Review of Apple's VoiceOver Screen Reader. À visão mais positiva não é alheia a variável tempo (i.e. passaram 3 anos). Entenda-se por tempo: (1) a introdução de novas versões do VoiceOver resultante do trabalho da Apple (suporte de Braille que em 2005 não tinha- hoje o VoiceOver é compatível com 40 modelos de linhas braille, leitura de páginas web por elementos, ...); (2) a introdução das funções de acessibilidade nas aplicações de diversos fabricantes, incluíndo as da própria Apple (caso do iTunes 8) - hoje são mais de 100 as aplicações, referenciadas pela Apple, compatíveis com o VoiceOver; (3) mas parece-me que há uma variável, que já em 2005 existia e que carece de ser potenciada. Trata-se do conhecimento profundo da aplicação por parte de quem a usa. Parece que este conhecimento continua fraco, o que torna débil as estratégias de utilização do VoiceOver. Essa mesma debilidade é notória neste artigo de análise no qual o próprio autor revela ser inexperiente. A estratégia descrita no artigo sobre como é difícil corrigir texto no processador TextEdit, quando se usa o VoiceOver, foi completamente desmontada pela nota adicional ao artigo feita pela equipa da Apple. A análise às aplicações feita pelo autor Jim Denham é fraquinha e inconclusiva. A Apple reagiu também sobre este ponto, demonstrando que há trabalho interessante nesta área. Com a análise presente neste artigo continua a ser difícil a um utilizador cego saber se pode dar o passo de comprar um Mac. Até porque, nas entrelinhas, o Jim parece que nos queria dizer algo mais. Algo mais próximo daquilo que Leventhal nos disse em Setembro de 2005.

---fim do update

A revista AccessWorld vai publicar em Novembro uma avaliação do VoiceOver, o leitor de ecrã que vem incluído no sistema operativo Mac. Em análise vai estar a documentação do leitor, o desempenho da aplicação na navegação web, no processamento de texto, no iTunes e, como dizem, os editores da AccessWorld, muito mais.

O artigo promete. Vamos ficar atentos!...

An Evaluation of VoiceOver, the Macintosh Screen Reader

Jim Denham

We evaluate VoiceOver, Apple's screen reader for the Macintosh computer. We describe the Macintosh environment and discuss VoiceOver's documentation, performance when browsing the web, word processing, working with iTunes, and more. Find out how VoiceOver has improved since its introduction in 2005.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Novo iPod Nano com Menus falados (actualizado)

Aqui está mais uma funcionalidade que visa a acessibilidade aos iPod Nano da nova geração. Basta seleccionar no sistema operativo um sintetizador - no caso português poderá ser a Célia. Depois, é só escolher no iPod a função de Português para menus. O iTunes faz o resto do trabalho: produz o menu falado e envia-o para o iPod Nano.

David Niemeijer, da AssistiveWare, produziu dois vídeos no Youtube com duas demos:

Thanks David!!

A nota que saiu este mês de Outubro no Boletim e-Access dá-nos conta que o novo iPod Nano tem ainda mais funcionalidades de acessibilidade: menus falados, ampliação de caracteres e alto-contraste. That is good!!

+06: Nano Praise: Apple's latest iPod Nano has been praised by the American Federation of the Blind for incorporating innovations that make the device accessible to blind users. The latest model of Apple's popular portable music player features spoken menus to allow listeners to hear track names and details, a variable contrast screen and the ability to resize text. Screen reader users will also find it easier to access the features of Apple's iTunes music store after accessibility improvements were made to the website:

http://fastlink.headstar.com/afb3 .

quarta-feira, outubro 01, 2008

VoiceOver: empowering technology for author Elliot Aronson

“When Mac OS X was released with VoiceOver, it was a lifesaver,” says Elliot Aronson. Though he’s lost 90% of his vision to macular degeneration, the social psychologist used VoiceOver, which he calls “the single most important technical invention for me,” to write his latest book on his Mac mini. “The Mac with VoiceOver is indispensable. Without them, I wouldn’t be able to write or edit my work.”

Read more about the new book of Elliot Aronson

sábado, setembro 27, 2008

Make Your Mac Speak | Why Magalhães Don't Speak?

A Apple publicou hoje, 27 de Setembro, uma dica na sua página de entrada intitulada "Faça o seu Mac falar".

Começa assim a dica: Sabia que o seu Mac pode ler para si em voz alta?... continua em inglês com o título "Make your Mac speak".

A propósito deste artigo lembrei-me de uma pergunta deixada pelo Professor José Tribolet, esta semana, na conferência de apresentação de resultados do projecto Tecnovoz: porque não está o Tecnovoz no computador Magalhães?

Pois é! A Apple tem!

A Apple tem instalado por defeito em TODAS (leia-se todas várias vezes) as suas máquinas: sintetizador de fala (uns 30 para a língua inglesa) e é possível ter um sintetizador de fala em português de alta qualidade (a Célia da empresa Acapela comercializada pela empresa AssistiveWare), um leitor de ecrã (VoiceOver) que faz uso do sintetizador de fala mas também, desde há um ano, dispositivos braille. E ainda tem, na área da voz, reconhecimento de voz para comandos em inglês.

E gostava de realçar que não são apenas floreados para ficarem bem numa qualquer checklist da section 508 da ADA Norte-Americana. Os utilizadores usam-nas e para muitos o uso do computador depende da sua existência. Pessoalmente uso regularmente o sintetizador de fala Célia existente no Mac OS X para transformar livros em audiolivros para os ouvir no meu iPod. Já a função de ampliação de caracteres existente no sistema operativo Mac está permanentemente activo. Sem ele seria incapaz de usar computadores. Ele representa para mim a grande oportunidade que me permite trabalhar no sector das TIC.

E esta dependência não é nova para mim. Toda a minha vida de estudante, em termos de acesso à informação, dependeu da existência destas tecnologias da fala e de suporte à visão. Penso que até compreendo o tom com o qual o Professor José Tribolet, presidente do INESC, se dirigiu aos membros do consórcio do Tecnovoz como "seus anormais: porque não está o Tecnovoz no Magalhães?". Recordo apenas que o INESC é parte integrante do consórcio. Isto fez-me recordar que nenhuma das tecnologias de fala que uso desde 1990 para a língua portuguesa foram fabricadas ou investigadas em Portugal. De facto, parece insólito... ou melhor, realmente anormal!!

Seria essencial o Magalhães ser dotado de (1) software de ampliação de ecrã, (2) sintetizador de fala em português e outros idiomas e (3) leitor de ecrã para sintetizador de fala e linha braille. - que bom seria se essas peças fossem fruto da investigação portuguesa e não compradas a empresas estrangeiras.

A Apple já o faz em TODAS as suas máquinas! De todas as peças "apenas" o sintetizador de fala em português é pago.

quinta-feira, setembro 25, 2008

iTunes mais acessível

Hoje, a Freedom Scientific anunciou o suporte do Jaws para Windows às versões 8, 9, e 10 do iTunes.

Curiosamente, ou talvez não, o acesso ao iTunes 8 em Windows foi um resultado do esforço conjunto da Apple e da GW Micro, o fabricante do leitor de ecrã Window-Eyes. A Freedom Scientific usou esta implementação do MSAA para alargar a compatibilidade também ao Jaws.

São várias as instituições norte americanas, representantes de pessoas cegas, atentas à acessibilidade da plataforma iTunes. Por esta plataforma passa, já hoje, um conjunto muito considerável de conteúdos áudio de cariz universitário como é o caso das gravações das aulas e material de apoio ao estudo. Estima-se que este tipo de conteúdo crescerá exponencialmente. A Apple comprometeu-se em tornar todos estes conteúdos "acessíveis" até 31 de Dezembro de 2008.

sábado, setembro 13, 2008

Keynote 9 Sept: Steve Jobs talks again in accessibility

No passado 9 de Setembro durante a apresentação "Let's rock", o CEO da Apple deu mais uma vez relevo a uma das funcionalidades de acessibilidade nos produtos Apple. O VoiceOver, o leitor de ecrã da marca da maçã, passou agora a ter um desempenho exemplar no iTunes 8.

A velocidade com que a Apple tem introduzido funcionalidades de acessibilidade é lento, pelo menos na perspectiva dos utilizadores que precisam delas, como eu, mas a qualidade das funcionalidades tem sido, até hoje, sólida.

Gostei do Genius. Ele vasculha mesmo os 4 cantos do armazém de Música que está no meu Mac! Descobriu músicas que eu nem sequer sabia que lá estavam. Com o Genius penso que o próximo passo será lançar uma tarifa plana para acesso ilimitado à Music Apple Store. Seria fantástico com um click numa música preferida ficar com um CD "preferido" pronto a bombar! A necessidade está criada.

domingo, julho 20, 2008

High Contrast to read at iPod Touch

Através do SAFARI é possível colocar o contraste e a ampliação de letra desejada, no entanto este efeito é controlável apenas no acto da edição do ficheiro.

A personalização do contraste e da letra é feita através de CSS.

Letra amarela e fundo preto é o tipo de contraste preferido por cerca de 70% das pessoas com baixa visão (acuidade visual <= 3/10 do melhor dos olhos). Em termos de ampliação foi preciso aumentar em 900%. O ficheiro, esse, é necessário colocar on-line.

Ficam abaixo os parâmetros de CSS que é necessário colocar na <head></head> da página HTML:

<style type="text/css">
body {
 font-family: "Times New Roman", Times, serif ;
 font-size:900%;
 background-color: black;
 color: yellow;
}
</style>

Se tem um iPod Touch ou um iPhone, use o SAFARI para testar aqui a leitura em alto contraste com ampliação de 9x .

domingo, maio 04, 2008

Leitor de MP3 ao serviço da Língua Gestual

Língua Gestual Portuguesa

Quem conhece a história dos telefones, saberá que o seu inventor o fez para melhor comunicar com a sua mulher que era surda. A história tem destes ensinamentos e quem faz hoje uso do telefone sabe que o ouvido e o sentido da audição é fundamental para usar este instrumento.

Os leitores de MP3 não foram inventados para melhorar a comunicação entre os ouvintes e a comunidade surda, antes pelo contrário. A história mostra que o seu uso intenso pelos ouvintes os faz experimentar alguns problemas de audição no futuro.

Mas se os leitores de MP3 na sua origem não tinham grande utilidade para a comunidade surda, os leitores de MP3 da última geração, com ecrãs generosos e capazes de reproduzir imagem podem ser um instrumento fabuloso da Língua Gestual.

Filme legendado Filme sincronizado com Língua Gestual Portuguesa

Mostro nas imagens 3 exemplos:

  • Um filme legendado;
  • Um filme com LGP;
  • Um filme com LGP em ecrã completo.

Este último faz-me pensar que seria hoje possível desenvolver um gestuário cinemático da Língua Gestual Portuguesa de bolso! Fica a ideia, mas existem ainda mais coisas interessantes que se poderiam fazer a favor da 2ª lingua portuguesa consagrada na Constituição da República Portuguesa.