sábado, agosto 29, 2009

Mais acessibilidade: Mac OS 10.6.

Já está disponível o novo sistema operativo para computadores Apple: o Mac OS X (10.6).

Destaco como principal novidade, a possibilidade de executar comandos no leitor de ecrã, desenhando gestos no trackpad do rato dos computadores portáteis. Algo que já experimentei no iPhone e que reconheço ser bastante potente em operações de leitura, como é o caso da leitura de páginas web.

Quanto à existência de sintetizador de fala em Português de série, ainda não percebi se é, ou não, uma realidade. Mas a empresa holandesa, AssistiveWare, lançou hoje também a versão 1.2 do Infovox iVox, ainda não compatível com este novo sistema operativo, mas que promete sê-lo nas próximas semanas. Para além da voz portuguesa de alta qualidade Célia, o pacote dispõe ainda das vozes brasileiras Carlos e Paola. E uma voz brasileira nova: a Márcia.

Na própria página da Apple encontram uma síntese das funcionalidades em Portugues:
http://www.apple.com/pt/macosx/accessibility/

quarta-feira, agosto 05, 2009

iPhone 3G s - pode mesmo ser usado por pessoas cegas?

A resposta é sim, mas nem todos o vão conseguir usar. É preciso ser bastante experiente nomeadamente no uso de teclado qwerty. Para inibir qualquer referência visual, mesmo que residual, cheguei a usar a funcionalidade de "cortina de ecrã" que desliga o ecrã mantendo o aparelho ligado e o resultado continua a ser positivo. Mas tive problemas. Das 3 aplicações-base de acessibilidade disponíveis, a saber: leitor de ecrã VoiceOver, ampliador de caracteres Zoom e reconhecimento de voz VoiceControl, a experiência não foi a mesma nas três.

Alguns dos problemas localizados nas 3 aplicações são interessantes, pois permitem distinguir, com clareza, os conceitos de acessibilidade e usabilidade.

O leitor de ecrã VoiceOver

O VoiceOver, o leitor de ecrã, é, para mim, o que permite o maior grau de acessibilidade ao iPhone. É extraordinário este novo conceito de leitura de ecrã com interacção por toque. O dedo indicador transforma-se, literalmente, num dispositivo apontador por selecção directa. O mais revelador da experiência é a precisão da "acuidade visual" dos dedos. A minha experiência de leitura de páginas Web com este processo permite-me afirmar que há um notável aumento de usabilidade nesta tarefa de leitura em relação à actual geração de leitores de ecrã. Para além da selecção directa, altamente potente, o VoiceOver permite mesclar comandos de selecção por varrimento. Assim, é possível varrer links, links já visitados, links por visitar, cabeçalhos e comandos de formulário.

No VoiceOver, a tarefa mais difícil de operar é mesmo a escrita. O teclado qwerty é acessível a pessoas cegas mas é difícil de usar. Temos de ter bem presente o "mapa mental" de um teclado qwerty, o que não me parece difícil na generalidade dos utilizadores cegos com experiência de computador, mas o mais difícil é "passarinhar" com o dedo indicador pelo espaço do teclado em busca das letras. Tarefa possível (acessível), mas demorada, penosa (pouco usável), e tarefa quase impossível para utilizadores sem experiência de uso de teclado qwerty - percebo melhor, agora, a nota final da conferência de imprensa do RNIB quando disse "(...) a Apple deve continuar os esforços para torná-lo usável por todos aqueles que têm menos conhecimentos técnicos".

O ampliador de caracteres Zoom

O Zoom dispõe de 2 funcionalidades: ampliação e alto contraste. A ampliação é de excelente qualidade. O alto contraste é igualmente excelente. A tarefa mais difícil é mesmo o varrimento esquerda/direita e cima/baixo necessário para navegar pelo ecrã. É necessário 3 dedos para executar estes comandos. Ao fim de alguma prática, a coisa melhora bastante. Para aumentar e reduzir o tamanho usa-se igualmente 3 dedos. Mas o que mais senti falta foi a necessidade de um gesto-de-atalho (antigamente chamavam-se teclas-de-atalho :-) ) que permita activar e desactivar o alto contraste. Apesar de necessitar de usar o alto contraste é muito frequente ter que ver as cores originais. Actualmente, no iPhone, isso só é possível através dos menus que se encontram em configurações. No Mac essa alteração está agarrada a uma tecla de atalho.

Em relação ao VoiceOver e ao Zoom há ainda a referir que não é possível usar as duas em simultâneo. Talvez seja algo que a Apple tratará nas próximas versões pois há utilizadores que precisam de ambas em simultâneo.

Reconhecimento de voz VoiceControl

Das três aplicações, a experiência com o VoiceControl foi a mais catastrófica. Se em relação ao VoiceOver e ao Zoom posso afirmar que as aplicações são acessíveis aos respectivos grupos-alvo e atingem níveis de usabilidade interessantes, já em relação ao VoiceControl não a posso classificar de acessível. Posso mesmo dizer que tenho medo do VoiceControl, que me chegou mesmo a roubar :-). Das várias tentativas para executar comandos, mesmo inofensivos em termos de euros e incómodo de terceiros, como tocar uma música, fui invariavelmente parar a uma chamada telefónica e a um "Estou..." do outro lado da linha. Oopps!!... O iPhone decide por si próprio e quase nunca ouve os meus "Não.. No... cancelar...". O resultado foi invariavelmente errado. É uma aplicação altamente perigosa!!

Sintetizador de fala

Uma nota final para o sintetizador de fala em Português. É excelente!

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nota: foi reportado à Apple um bug no sintetizador português. Não soletra a letra 'u'.

terça-feira, agosto 04, 2009

Gestos do VoiceOver para iPhone 3Gs

fonte: Guia de Utilizador para o iPhone 3Gs.

Quando o VoiceOver está activado, os gestos padrão de toque no ecrã produzem resultados diferentes. Estes e outros gestos permitem a movimentação pelo ecrã e o controlo dos elementos individuais quando são seleccionados. Os gestos do VoiceOver utilizam dois ou três dedos para tocar ou deslizar. Para obter melhores resultados com os gestos de dois e três dedos, descontraia os dedos e deixe-os tocarem naturalmente no ecrã.

Pode utilizar muitas técnicas diferentes para introduzir gestos para o VoiceOver. Por exemplo, pode introduzir um toque com dois dedos, utilizando dois dedos de uma mão ou um dedo de cada mão. Pode utilizar também os polegares. Experimente técni- cas diferentes para descobrir qual é a mais indicada para si.

Segue-se um resumo de alguns dos gestos do VoiceOver.

Navegar e ler

  • Tocar com um dedo: enunciar um elemento.
  • Passar rapidamente os dedos para a direita ou para a esquerda: seleccionar o elemen- to seguinte ou o anterior.
  • Passar rapidamente os dedos para cima ou para baixo: depende do controlo do rotor especificado. Consulte “Controlo do rotor” na página 193.
  • Tocar com dois dedos: parar a enunciação do elemento actual.
  • Passar rapidamente dois dedos para cima: ler tudo desde o início do ecrã.
  • Passar rapidamente dois dedos para baixo: ler tudo a partir da posição actual.
  • Passar rapidamente três dedos para cima ou para baixo: percorrer uma página de cada vez.
  • Passar rapidamente três dedos para a direita ou para a esquerda: ir para a página se- guinte ou anterior (por ex., ecrã principal, Bolsa, Safari).
  • Tocar com três dedos: enunciar o estado da deslocação (que páginas ou linhas estão visíveis).

Seleccionar e activar

  • Dois toques: activar o elemento seleccionado.
  • Toque num elemento com um dedo, toque no ecrã com outro dedo (“toque separa- do”): activar elemento.
  • Dois toques e manter (1 segundo) + gesto padrão: utilize um gesto padrão. O gesto de dois toques e manter faz com que o iPhone interprete o gesto seguinte como um gesto padrão. Por exemplo, pode dar dois toques e manter, depois, sem levantar o dedo, arrastar o dedo para fazer deslizar um botão.
  • Dois toques com dois dedos: atender ou desligar uma chamada. Reprodução ou pau- sa (iPod, YouTube, Dictafone, Fotografias). Tirar uma fotografia (Câmara). Iniciar ou interromper a gravação (Câmara, Dictafone).
  • Dois toques com três dedos: desactivar ou activar o som do VoiceOver.
  • Três toques com três dedos: activar ou desactivar a cobertura de ecrã.

Nota: Os gestos de passar um dedo devem ser movimentos rápidos para os distinguir dos gestos de arrastar.

quarta-feira, julho 15, 2009

Making the iPhone Icons Speak - article of David Pogue (nytimes)

(...) I had to put three books to bed within two weeks. (Not recommended.)

One of the books is about the new iPhone 3GS and the iPhone 3.0 software. A couple of things I uncovered were features that you almost never hear about.

Like, for example, VoiceOver.

Read all the story at: Making the iPhone icons speak. by David Pogue from NY Times.

quarta-feira, julho 08, 2009

Equipa do RNIB dá as Boas Vindas à Acessibilidade pronta-a-usar do iPhone

fonte: Boletim e-Access de Julho de 2009

De acordo com o Royal National Institute of Blind People (RNIB), há na nova versão do iPhone da Apple, um avançado leitor de ecrã e outras características de acessibilidade que constituem um "tremendo e significativo desenvolvimento" para uma tecnologia até agora inacessível.

Características prontas-a-usar existentes de origem no iPhone 3GS permitem às pessoas cegas e às pessoas com baixa visão, enviar e receber mensagens de texto e de correio electrónico, navegar na Internet, pôr música a tocar e receber chamadas telefónicas.

O leitor de ecrã 'VoiceOver' existente no novo telefone reclama ser o primeiro "leitor de ecrã com interacção com base em gestos" do mundo, que trabalha com o ecrã de toque que equipa o iPhone, descrevendo ou lendo qualquer função ou pedaço de texto à medida que o utilizador movimenta simplesmente o dedo pelo ecrã. E tudo isto em 21 diferentes idiomas. A função de leitura automática de texto lerá letras ou palavras à medida que estão a ser escritas no telefone, chegando mesmo a sugerir correcções durante o processo de redacção.

Um sistema 'rotor' baseado no gesto de rodar um botão com os dedos da mão, gesto este simulado virtualmente em cima do ecrã de toque, permite alternar a leitura palavra-a-palavra e carácter-a-carácter. Adicionalmente, a função de controlo de voz permite aos utilizadores fazer e receber chamadas, controlar a música e pô-la a tocar, tudo através de comandos de voz.

O RNIB afirma que a Apple deu "um passo positivo" ao disponibilizar estas funcionalidades gratuitamnte. "Quase sempre, as pessoas cegas e com baixa visão têm de recorrer a tecnologias de apoio, software e hardware, produzidas por terceiros para tornar acessível dispositivos quotidianos como são o caso dos telemóveis", disse Kiran Kaja, da equipa de acessibilidade digital do RNIB. "Isto envolve custos adicionais para o utilizador. Mas com a Apple a disponibilizar um leitor de ecrã gratuito como é o VoiceOver em todos os dispositivos iPhone 3GS, os clientes cegos e com baixa visão vão poder agora beneficiar de um telemóvel acessível de origem ao mesmo preço dos seus pares normovisuais".

Outras características de acessibilidade existentes no 3GS incluem a função zoom que pode ampliar dramaticamente todo o ecrã de qualquer aplicação; uma opção para alterar a forma de visualizar o ecrã a preto e branco, oferecendo alto-contraste, botões tácteis de fácil percepção para executar operações telefónicas básicas; e uma opção para utiilzar tamanhos de letra gigantes para leitura de mensagens de correio electrónico.

Enquanto louva estas características, Kaja afirma existirem uma ou duas áreas em que é necessário ainda mais desenvolvimentos a fazer. "Enquanto que o iPhone 3GS inclui características de acessibilidade muito boas, a Apple deve continuar os esforços para torná-lo usável por todos aqueles que têm menos conhecimentos técnicos. A Apple tem igualmente um papel importante no encorajamento dos desenvolvedores a tornarem as suas aplicações compatíveis com o VoiceOver."

No seu sítio Web, a Apple declara "estar a trabalhar com os desenvolvedores de software para iPhone por forma a que as suas aplicações sejam compatíveis com o VoiceOver."

E você pode agora comentar esta história, através do EAB Live:
http://www.headstar.com/eablive/?p=306

quinta-feira, junho 25, 2009

Snow Leopard - o novo sistema operativo Apple parece já estar afinado

Mais suporte para dispositivos braille

A Apple já disponibilizou a informação final daquilo que vamos poder encontrar no próximo sistema operativo Mac OS X Snow Leopard. Parece que os refinamentos de acessibilidade são mais que mera cosmética.

  • Suporte para mais linhas braille. De notar que o Mac OS X é o único sistema operativo com suporte nativo para linhas braille.
  • Ainda no campo do braille, uma funcionalidade que permite ligar várias linhas braille em simultâneo à mesma máquina. Para quem já leu braille com linhas braille sabe que o dispositivo controla a leitura. Perante isto, a pergunta seguinte é: será possível aos diversos utilizadores lerem diferente informação, em simultâneo, na mesma máquina? Não. Talvez no futuro. Pela informação disponível, percebe-se que o output é espelhado em todos os dispositivos braille. Ou seja, haverá um leitor que coordena a leitura, e que a lê, e os outros que a acompanham. No fundo, é o que acontece numa sala de aula em que há um que lê e os outros acompanham o mesmo texto nos seus diferentes livros. É isso mesmo que a Apple quer dar como funcionalidade. Quando eu aprendi braille, o acompanhamento da leitura feita por terceiros era algo muito útil. Os diferentes ritmos, nomeadamente os mais rápidos do que nós, obrigavam-nos a pedalar mais rapidamente. Chegava mesmo a haver corridas de braille ... bons tempos em que eu ainda corria. :-) Não me parece que isto tenha muita lógica, afinal as corridas podem ser feitas em máquinas diferentes.
  • São conceitos novos:
    • O botão rotativo para configurar as diversas opções de leitura. Faz-me lembrar o velho Hal em MS-DOS. Acho que vamos gostar de navegar em parágrafos, rodamos o botão virtual e passamos a ler por cabeçalhos. Este botão rotativo virtual parece-me muito bem pensado. Tem lógica, é simples e eficaz.
    • Navegar com o dedo pelo ecrã, ou melhor, pela superfície de toque do rato como se estivêssemos a percorrer o ecrã é um conceito que precisa de ser testado mas tem lógica.
    • A leitura de páginas web por elementos, continua. Espero que esteja melhor que na actual versão do Leopard.
    • Os Web Spots são outra novidade. Mais uma vez isto faz-me lembrar o velhinho Hal para MS-DOS, que tantas alegrias me trouxe quando descobri como aquilo funcionava. No caso da Web a marcação de áreas temáticas do nosso interesse para leitura são particularmente importantes para as páginas que mais frequentamos. A Apple dá o exemplo dos Jornais.
  • A Apple aponta também a navegação por teclado apenas com uma mão. Quem já usou as Tecnologias de Apoio que acompanham o Mac sabe que para algumas tarefas é necessário o pressionar, com ambas as mãos, combinações de teclas que chegam a ser em número de 4 e mesmo 5. Parece que com o Snow Leopard esse esforço vai ser menor.

E o que poderia o Snow Leopard ter, que ainda não tem? Bom. Já o procurei em versões anteriores e pelo que li, o Snow Leopard não o vai trazer também. Um sintetizador de fala Multilingue. E o que é isto? É importante? Sim, é cada vez mais importante. Em Português, o JAWS tem-no incorporado com os sintetizadores de fala da Eloquence. Bom, sintetizador Multilingue não o encontrei, mas parece que já vai ser possível associar a categorias de objectos diferentes entoações distintas. Por exemplo, os cabeçalhos lê mais fininho e os links mais grosso. Vamos ver se assim é ...

Ainda na área da síntese de fala a pergunta também se impõe: será que o português de Portugal já virá com o pacote original? Perante os últimos lançamentos Apple, nomeadamente na área dos iPhones e iPods, poderemos crer que sim.

quarta-feira, junho 24, 2009

New Book on Accessible iPods

National Braille Press has published Using the Accessible iPod by Anna Dresner. The book will tell you how to: get started with iTunes; put the music, playlists, audiobooks and podcasts you want on your computer and into your iPod; get speech from your iPod; and use all accessible features of your iPod. There is also a troubleshooting section, a list of helpful resources, and information on how your iPod organizes music. This book is available in braille, PortaBook, ASCII text/Word, and DAISY formats, and costs $15. For more information, contact: National Braille Press: phone: 800-548-7323; web site: www.nbp.org.

source: AccessWorld - June 2009.

sábado, junho 20, 2009

Mais leitura em Braille no Snow Leopard

Se fosse vivo, Louis Braille faria este ano 200 anos. Para quem lê braille é bom perceber que a Apple tenha abraçado o sistema e o tenha incorporado no Mac OS X. Pegar numa linha braille, ligá-la a um computador e começar de imediato a ler, tudo o que está no ecrã, em braille, é magnífico e um exclusivo do Mac. Isso mesmo é possível desde a introdução do Leopard. Com a introdução do Snow Leopard, que se espera para Setembro deste ano [segundo o Praia das Maçãs, podcast sempre bem informado], isso vai ser possível com mais de 50 modelos de linhas braille.

Diagrama que mostra 1 Mac com um texto que é acedido em braille por vários utilizadores

O Snow Leopard coloca também a ênfase no processo de ensino/aprendizegem do sistema braille. É possível ligar, via USB, várias linhas braille, permitindo aos alunos efectuarem a leitura colaborativa do mesmo texto e o Professor poderá ainda seguir a leitura dos diversos alunos.

É comum dizer-se que as tecnologias estão a esmagar, para não dizer matar, o sistema braille. Infelizmente, as evidências levam-me a pensar que sim. Apontar razões para tal é um trabalho que carece de investigação. (1) O preço elevado das linhas braille poderá ser uma razão. (2) O aparecimento de sintetizadores de fala a preços 10x mais baratos que as linhas braille poderá ser outra. (3) A entrada em massa dos sintetizadores de fala em detrimento das linhas braille nas escolas poderá ser, ainda, outra. (4) Os fortes indicios de que a frase "para que serve o braille, se existem sintetizadores de fala?" está a ser corrosiva no sistema português de ensino/aprendizagem do braille.

quarta-feira, junho 10, 2009

VoiceOver e Zoom chegam ao iPhone 3G speed

iPhone 3G s e o Acesso Universal

Hoje, ao ver e ouvir a apresentação de Philip Schiller, Senior Vice President of Worldwide Product Marketing, verifico que o "pacote" universalaccess foi integrado no iPhone 3Gs. Na apresentação, o vice-presidente da Apple afirmou que:

  • O leitor de ecrã VoiceOver foi integrado no sistema, o que permite por exemplo ouvir os SMS ou ler emails
  • O ampliador de ecrã Zoom foi integrado no sistema, permitindo visualizar os ícones de forma aumentada
  • É agora possível inverter as cores, o que se for igual ao que temos no Mac OS X é realmente fabuloso para quem tem baixa visão

Nota adicioinal: (10 Junho de 2009) Ao confirmar a informação na página da Apple (Acessibilidade - Deficiência da Visão) fiquei agradavelmente surpreso. Confirma-se um excepcional produto. Destaco o Zoom que entra no iPhone tal como se apresenta num Mac. Para quem tem baixa visão é uma excelente notícia. O VoiceOver que equipa o iPhone, o qual não tem teclas, entra numa nova Era tecnológica: O VoiceOver torna-se o primeiro leitor de ecrã cuja interacção se baseia em gestos feitos pelo toque no ecrã, Já em posts anteriores me referi a esta inovação referindo-me aos ATMs e bilhética. Tudo leva a crer que o futuro nos reserva cada vez mais interfaces baseadas em ecrãs de toque o que em termos de acessibilidade irá levar ao aparecimento de novos leitores de ecrã. Confirma-se também que o sintetizador de fala que acompanha o VoiceOver está em Português e o Voice Control (reconhecimento de voz) se encontra também em Português nas suas variantes de Portugal e do Brasil. Das 3 gerações de iPhones até hoje, o 3Gs é, sem dúvida, o que traz maior número de funcionalidades de acessibilidade. Não tenho dúvidas em dar os parabéns à equipa Apple!!

segunda-feira, junho 08, 2009

IPhone 3G speed - Voice Control

As funções do Voice Control (encontram-se explicitadas no texto do post [D]

O novo iPhone 3Gs vem acompanhado de uma nova função designada por Voice Control. Esta função permite, através da nossa voz, a solicitação de uma chamada para alguém que esteja no nosso livro de endereços ou verbalizar os digitos do número que desejamos marcar. Agora, para fazer uma chamada, é só pedir! E o iPhone faz...

Para que isto suceda foi introduzido no iPhone reconhecimento de voz. O iPhone confirma o nosso pedido usando também uma outra peça de tecnologia: um sintetizador de fala. E tudo isto em Português nas suas variantes de Portugal e do Brasil.

Mas o Voice Control não se fica pelas funções do telefone. Também é possível pedir ao iPhone que toque uma determinada música e até perguntar qual é a música que está a tocar.


Eis uma síntese das 4 funcionalidades implementadas no Voice Control (estas funcionalidades são as que se encontram na fotografia do presente post. Esta fotografia é uma captura de ecrã da apresentação feita por Philip Schiller, Senior Vice President of Worldwide Product Marketing, no passado dia 8 de Junho 2009):

  • "Play songs by Killers/ Play playlist Workout", ou seja algo como "Tocar as músicas do Cantor Zé / Toca a lista de músicas X";
  • "Call Scott Forstall", ou seja algo como "Ligar ao Zé";
  • "What's playing?", ou seja algo como "O que é estás a tocar?";
  • "Play more songs like this", ou seja algo como "Toca mais músicas como esta". Esta função permite desta forma activar o Genius, o sistema que agrega músicas que, de alguma forma, estão correlacionadas.