Brittany depois de um acidente de automóvel que a deixou em coma, recuperou mas não consegue falar. O iPhone é hoje o equipamento que usa para comunicar.
domingo, outubro 18, 2009
sábado, setembro 19, 2009
Apple publica vídeo explicativo do VoiceOver
A Apple publicou um vídeo tutorial sobre o funcionamento do leitor de ecrã VoiceOver do iPhone
sábado, setembro 12, 2009
iPhone 3GS: um instrumento útil na validação manual da acessibilidade Web
Para quem tem um iPhone 3GS pode, activando o leitor de ecrã VoiceOver que se encontra instalado em todos os dispositivos, confrontar os seus conteúdos Web com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG 1.0) do W3C,
Com ele é possível:
- verificar se as imagens têm legenda e se a legenda cumpre, realmente, o seu papel de equivalente alternativo a quem, por qualquer razão, não a consiga ver
- verificar o fluxo de leitura do documento e verificar se o mesmo faz sentido
- verificar se o documento se encontra com os cabeçalhos marcados e se a sua leitura corresponde a um índice do documento
- verificar se o idioma principal da página está correcto e se a mudança de idioma ao longo da página está identificada e correcta.
- verificar se é possível navegar por todas as opções e subopções de um menu principal. Principalmente os que são feitos em javascript
- verificar se todos as funcionalidades javascript se encontram activas e a funcionar correctamente, nomeadamente se existem alternativas processadas pelo servidor, sempre que a máquina do cliente não as consiga processar.
- verificar se existem equivalentes alternativos aos elementos Flash
- (...)
IPhone 3GS passou a suportar uma das mais trabalhosas regras de acessiblidade
Nas Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG 1.0) existem dois pontos relacionados com a identificação do idioma dos conteúdos. São eles:
4.1 - Identifique claramente quaisquer alterações de idioma no texto de um documento, incluindo os equivalentes textuais (caso das legendas das imagens e de outros elementos). (ponto de verificação de prioridade 1)
e
4.3 - Identifique o idioma principal do documento. (ponto de verificação de prioridade 3
Estes dois pontos de verificação das WCAG 1.0 têm sido, na generalidade, e ao longo da história curta das directrizes de acessibilidade, mal tratados. Mal tratados pelos editores de conteúdos Web mas também pelos produtores de tecnologias de apoio - ajudas técnicas - para pessoas com deficiência.
Quanto à edição Web é raro encontrar conteúdos em que se faça a identificação do idioma principal da página, por sinal um ponto muito fácil, e nada trabalhoso, de implemntar. Basta que a linha que dá início à página HTML use o atributo lang, ou seja, algo como:
<html lang="pt">
Já o ponto de verificação 4.1 é altamente trabalhoso. Marcar todas as palavras e expressões que se encontram em idioma diferente do da página obriga a percorrer, manualmente, todo o documento, e marcar cada um deles. Quando me dizem que a acessibilidade não custa dinheiro e é tão fácil como fazê-lo de forma não acessível, vem-me sempre à memória este ponto. É, no meu entender, de todos os 65 pontos de verificação das WCAG 1.0, o maior consumidor de recursos. E é, ainda por cima, de prioridade 1,
Mas, se do lado da edição de conteúdos ninguém respeita estes dois pontos, principalmente o 4.1, do lado da produção de agentes de utilizador, nomeadamente de tecnologias de apoio, a cohabitação com estas regras não tem sido fácil. Os leitores de ecrã têm liderado o tema e vindo a introduzí-lo progressivamente. No entanto, mesmo estes, ainda hoje o fazem de forma rudimentar no caso do braille e mesmo no caso da síntese de fala. Para a síntese de fala, não existe, para português europeu, um multi-sintetizador, barato, que desempenhe a tarefa rapidamente e eficazmente. Mesmo quem tenha hipótese de dotar o seu PC com um multi-sintetizador de qualidade, vai reparar que a máquina tem dificuldade em gerir tantos sintetizadores em simultâneo.
Com a actualização do sistema operativo para o iPhone 3GS, que ocorreu no início desta semana, a Apple introduziu a leitura de ecrã com base em multi-sintetizadores. E na leitura de páginas Web, o VoiceOver - leitor de ecrã que acompanha o equipamento de origem, passou a suportar os dois pontos de verificação das WCAG 1.0 citados neste post. Ou seja, quando passo de uma página portuguesa para uma francesa, o VoiceOver passa, "automaticamente" a ler em Francês. Quando regresso à página Portuguesa, passa a ler em português e mais... Quando leio uma página que contém expressões em idiomas diferentes do principal dessa página, o VoiceOver passa, automaticamente, de um sintetizador para o outro. Podem experimentar na leitura das páginas do Programa ACESSO da UMIC ou na página da Fundación SIDAR. Uma maravilha! O desempenho do VoiceOver é notável, a passagem é natural e imediata. E parece-me que tenho não um, nem dois, mas várias dezenas de sintetizadores a trabalhar em simultâneo. Mas só funciona quando quem editou os conteúdos cumpre as 2 regras de acessibilidade.
Notei, no entanto, aquilo que me parece um bug. Parece-me porque ainda estou a investigar junto do W3C como deve ser interpretado o código de idioma 'pt'. Como português europeu (pt-PT) ou português do Brasil (pt-BR)? A Apple interpreta-o como português do Brasil (pt = pt-BR) e coloca a Márcia a ler o texto em vez da nossa Maria. Oh, meus amigos! Isto não é a Selecção Nacional! :-)
O iPhone revela-se, hoje, um dispositivo altamente potente na validação manual da acessibilidade dos conteúdos Web. E para quem tem um, para o usar como validador não precisa de comprar nada adicional.
sábado, agosto 29, 2009
Mais acessibilidade: Mac OS 10.6.
Já está disponível o novo sistema operativo para computadores Apple: o Mac OS X (10.6).
Destaco como principal novidade, a possibilidade de executar comandos no leitor de ecrã, desenhando gestos no trackpad do rato dos computadores portáteis. Algo que já experimentei no iPhone e que reconheço ser bastante potente em operações de leitura, como é o caso da leitura de páginas web.
Quanto à existência de sintetizador de fala em Português de série, ainda não percebi se é, ou não, uma realidade. Mas a empresa holandesa, AssistiveWare, lançou hoje também a versão 1.2 do Infovox iVox, ainda não compatível com este novo sistema operativo, mas que promete sê-lo nas próximas semanas. Para além da voz portuguesa de alta qualidade Célia, o pacote dispõe ainda das vozes brasileiras Carlos e Paola. E uma voz brasileira nova: a Márcia.
Na própria página da Apple encontram uma síntese das funcionalidades
em Portugues:
http://www.apple.com/pt/macosx/accessibility/
quarta-feira, agosto 05, 2009
iPhone 3G s - pode mesmo ser usado por pessoas cegas?
A resposta é sim, mas nem todos o vão conseguir usar. É preciso ser bastante experiente nomeadamente no uso de teclado qwerty. Para inibir qualquer referência visual, mesmo que residual, cheguei a usar a funcionalidade de "cortina de ecrã" que desliga o ecrã mantendo o aparelho ligado e o resultado continua a ser positivo. Mas tive problemas. Das 3 aplicações-base de acessibilidade disponíveis, a saber: leitor de ecrã VoiceOver, ampliador de caracteres Zoom e reconhecimento de voz VoiceControl, a experiência não foi a mesma nas três.
Alguns dos problemas localizados nas 3 aplicações são interessantes, pois permitem distinguir, com clareza, os conceitos de acessibilidade e usabilidade.
O leitor de ecrã VoiceOver
O VoiceOver, o leitor de ecrã, é, para mim, o que permite o maior grau de acessibilidade ao iPhone. É extraordinário este novo conceito de leitura de ecrã com interacção por toque. O dedo indicador transforma-se, literalmente, num dispositivo apontador por selecção directa. O mais revelador da experiência é a precisão da "acuidade visual" dos dedos. A minha experiência de leitura de páginas Web com este processo permite-me afirmar que há um notável aumento de usabilidade nesta tarefa de leitura em relação à actual geração de leitores de ecrã. Para além da selecção directa, altamente potente, o VoiceOver permite mesclar comandos de selecção por varrimento. Assim, é possível varrer links, links já visitados, links por visitar, cabeçalhos e comandos de formulário.
No VoiceOver, a tarefa mais difícil de operar é mesmo a escrita. O teclado qwerty é acessível a pessoas cegas mas é difícil de usar. Temos de ter bem presente o "mapa mental" de um teclado qwerty, o que não me parece difícil na generalidade dos utilizadores cegos com experiência de computador, mas o mais difícil é "passarinhar" com o dedo indicador pelo espaço do teclado em busca das letras. Tarefa possível (acessível), mas demorada, penosa (pouco usável), e tarefa quase impossível para utilizadores sem experiência de uso de teclado qwerty - percebo melhor, agora, a nota final da conferência de imprensa do RNIB quando disse "(...) a Apple deve continuar os esforços para torná-lo usável por todos aqueles que têm menos conhecimentos técnicos".
O ampliador de caracteres Zoom
O Zoom dispõe de 2 funcionalidades: ampliação e alto contraste. A ampliação é de excelente qualidade. O alto contraste é igualmente excelente. A tarefa mais difícil é mesmo o varrimento esquerda/direita e cima/baixo necessário para navegar pelo ecrã. É necessário 3 dedos para executar estes comandos. Ao fim de alguma prática, a coisa melhora bastante. Para aumentar e reduzir o tamanho usa-se igualmente 3 dedos. Mas o que mais senti falta foi a necessidade de um gesto-de-atalho (antigamente chamavam-se teclas-de-atalho :-) ) que permita activar e desactivar o alto contraste. Apesar de necessitar de usar o alto contraste é muito frequente ter que ver as cores originais. Actualmente, no iPhone, isso só é possível através dos menus que se encontram em configurações. No Mac essa alteração está agarrada a uma tecla de atalho.
Em relação ao VoiceOver e ao Zoom há ainda a referir que não é possível usar as duas em simultâneo. Talvez seja algo que a Apple tratará nas próximas versões pois há utilizadores que precisam de ambas em simultâneo.
Reconhecimento de voz VoiceControl
Das três aplicações, a experiência com o VoiceControl foi a mais catastrófica. Se em relação ao VoiceOver e ao Zoom posso afirmar que as aplicações são acessíveis aos respectivos grupos-alvo e atingem níveis de usabilidade interessantes, já em relação ao VoiceControl não a posso classificar de acessível. Posso mesmo dizer que tenho medo do VoiceControl, que me chegou mesmo a roubar :-). Das várias tentativas para executar comandos, mesmo inofensivos em termos de euros e incómodo de terceiros, como tocar uma música, fui invariavelmente parar a uma chamada telefónica e a um "Estou..." do outro lado da linha. Oopps!!... O iPhone decide por si próprio e quase nunca ouve os meus "Não.. No... cancelar...". O resultado foi invariavelmente errado. É uma aplicação altamente perigosa!!
Sintetizador de fala
Uma nota final para o sintetizador de fala em Português. É excelente!
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nota: foi reportado à Apple um bug no sintetizador português. Não soletra a letra 'u'.
terça-feira, agosto 04, 2009
Gestos do VoiceOver para iPhone 3Gs
fonte: Guia de Utilizador para o iPhone 3Gs.
Quando o VoiceOver está activado, os gestos padrão de toque no ecrã produzem resultados diferentes. Estes e outros gestos permitem a movimentação pelo ecrã e o controlo dos elementos individuais quando são seleccionados. Os gestos do VoiceOver utilizam dois ou três dedos para tocar ou deslizar. Para obter melhores resultados com os gestos de dois e três dedos, descontraia os dedos e deixe-os tocarem naturalmente no ecrã.
Pode utilizar muitas técnicas diferentes para introduzir gestos para o VoiceOver. Por exemplo, pode introduzir um toque com dois dedos, utilizando dois dedos de uma mão ou um dedo de cada mão. Pode utilizar também os polegares. Experimente técni- cas diferentes para descobrir qual é a mais indicada para si.
Segue-se um resumo de alguns dos gestos do VoiceOver.
Navegar e ler
- Tocar com um dedo: enunciar um elemento.
- Passar rapidamente os dedos para a direita ou para a esquerda: seleccionar o elemen- to seguinte ou o anterior.
- Passar rapidamente os dedos para cima ou para baixo: depende do controlo do rotor especificado. Consulte “Controlo do rotor” na página 193.
- Tocar com dois dedos: parar a enunciação do elemento actual.
- Passar rapidamente dois dedos para cima: ler tudo desde o início do ecrã.
- Passar rapidamente dois dedos para baixo: ler tudo a partir da posição actual.
- Passar rapidamente três dedos para cima ou para baixo: percorrer uma página de cada vez.
- Passar rapidamente três dedos para a direita ou para a esquerda: ir para a página se- guinte ou anterior (por ex., ecrã principal, Bolsa, Safari).
- Tocar com três dedos: enunciar o estado da deslocação (que páginas ou linhas estão visíveis).
Seleccionar e activar
- Dois toques: activar o elemento seleccionado.
- Toque num elemento com um dedo, toque no ecrã com outro dedo (“toque separa- do”): activar elemento.
- Dois toques e manter (1 segundo) + gesto padrão: utilize um gesto padrão. O gesto de dois toques e manter faz com que o iPhone interprete o gesto seguinte como um gesto padrão. Por exemplo, pode dar dois toques e manter, depois, sem levantar o dedo, arrastar o dedo para fazer deslizar um botão.
- Dois toques com dois dedos: atender ou desligar uma chamada. Reprodução ou pau- sa (iPod, YouTube, Dictafone, Fotografias). Tirar uma fotografia (Câmara). Iniciar ou interromper a gravação (Câmara, Dictafone).
- Dois toques com três dedos: desactivar ou activar o som do VoiceOver.
- Três toques com três dedos: activar ou desactivar a cobertura de ecrã.
Nota: Os gestos de passar um dedo devem ser movimentos rápidos para os distinguir dos gestos de arrastar.
quarta-feira, julho 15, 2009
Making the iPhone Icons Speak - article of David Pogue (nytimes)
(...) I had to put three books to bed within two weeks. (Not recommended.)
One of the books is about the new iPhone 3GS and the iPhone 3.0 software. A couple of things I uncovered were features that you almost never hear about.
Like, for example, VoiceOver.
Read all the story at: Making the iPhone icons speak. by David Pogue from NY Times.
quarta-feira, julho 08, 2009
Equipa do RNIB dá as Boas Vindas à Acessibilidade pronta-a-usar do iPhone
fonte: Boletim e-Access de Julho de 2009
De acordo com o Royal National Institute of Blind People (RNIB), há na nova versão do iPhone da Apple, um avançado leitor de ecrã e outras características de acessibilidade que constituem um "tremendo e significativo desenvolvimento" para uma tecnologia até agora inacessível.
Características prontas-a-usar existentes de origem no iPhone 3GS permitem às pessoas cegas e às pessoas com baixa visão, enviar e receber mensagens de texto e de correio electrónico, navegar na Internet, pôr música a tocar e receber chamadas telefónicas.
O leitor de ecrã 'VoiceOver' existente no novo telefone reclama ser o primeiro "leitor de ecrã com interacção com base em gestos" do mundo, que trabalha com o ecrã de toque que equipa o iPhone, descrevendo ou lendo qualquer função ou pedaço de texto à medida que o utilizador movimenta simplesmente o dedo pelo ecrã. E tudo isto em 21 diferentes idiomas. A função de leitura automática de texto lerá letras ou palavras à medida que estão a ser escritas no telefone, chegando mesmo a sugerir correcções durante o processo de redacção.
Um sistema 'rotor' baseado no gesto de rodar um botão com os dedos da mão, gesto este simulado virtualmente em cima do ecrã de toque, permite alternar a leitura palavra-a-palavra e carácter-a-carácter. Adicionalmente, a função de controlo de voz permite aos utilizadores fazer e receber chamadas, controlar a música e pô-la a tocar, tudo através de comandos de voz.
O RNIB afirma que a Apple deu "um passo positivo" ao disponibilizar estas funcionalidades gratuitamnte. "Quase sempre, as pessoas cegas e com baixa visão têm de recorrer a tecnologias de apoio, software e hardware, produzidas por terceiros para tornar acessível dispositivos quotidianos como são o caso dos telemóveis", disse Kiran Kaja, da equipa de acessibilidade digital do RNIB. "Isto envolve custos adicionais para o utilizador. Mas com a Apple a disponibilizar um leitor de ecrã gratuito como é o VoiceOver em todos os dispositivos iPhone 3GS, os clientes cegos e com baixa visão vão poder agora beneficiar de um telemóvel acessível de origem ao mesmo preço dos seus pares normovisuais".
Outras características de acessibilidade existentes no 3GS incluem a função zoom que pode ampliar dramaticamente todo o ecrã de qualquer aplicação; uma opção para alterar a forma de visualizar o ecrã a preto e branco, oferecendo alto-contraste, botões tácteis de fácil percepção para executar operações telefónicas básicas; e uma opção para utiilzar tamanhos de letra gigantes para leitura de mensagens de correio electrónico.
Enquanto louva estas características, Kaja afirma existirem uma ou duas áreas em que é necessário ainda mais desenvolvimentos a fazer. "Enquanto que o iPhone 3GS inclui características de acessibilidade muito boas, a Apple deve continuar os esforços para torná-lo usável por todos aqueles que têm menos conhecimentos técnicos. A Apple tem igualmente um papel importante no encorajamento dos desenvolvedores a tornarem as suas aplicações compatíveis com o VoiceOver."
No seu sítio Web, a Apple declara "estar a trabalhar com os desenvolvedores de software para iPhone por forma a que as suas aplicações sejam compatíveis com o VoiceOver."
E você pode agora comentar esta história, através do EAB Live:
http://www.headstar.com/eablive/?p=306
quinta-feira, junho 25, 2009
Snow Leopard - o novo sistema operativo Apple parece já estar afinado

A Apple já disponibilizou a informação final daquilo que vamos poder encontrar no próximo sistema operativo Mac OS X Snow Leopard. Parece que os refinamentos de acessibilidade são mais que mera cosmética.
- Suporte para mais linhas braille. De notar que o Mac OS X é o único sistema operativo com suporte nativo para linhas braille.
- Ainda no campo do braille, uma funcionalidade que permite ligar várias linhas braille em simultâneo à mesma máquina. Para quem já leu braille com linhas braille sabe que o dispositivo controla a leitura. Perante isto, a pergunta seguinte é: será possível aos diversos utilizadores lerem diferente informação, em simultâneo, na mesma máquina? Não. Talvez no futuro. Pela informação disponível, percebe-se que o output é espelhado em todos os dispositivos braille. Ou seja, haverá um leitor que coordena a leitura, e que a lê, e os outros que a acompanham. No fundo, é o que acontece numa sala de aula em que há um que lê e os outros acompanham o mesmo texto nos seus diferentes livros. É isso mesmo que a Apple quer dar como funcionalidade. Quando eu aprendi braille, o acompanhamento da leitura feita por terceiros era algo muito útil. Os diferentes ritmos, nomeadamente os mais rápidos do que nós, obrigavam-nos a pedalar mais rapidamente. Chegava mesmo a haver corridas de braille ... bons tempos em que eu ainda corria. :-) Não me parece que isto tenha muita lógica, afinal as corridas podem ser feitas em máquinas diferentes.
- São conceitos novos:
- O botão rotativo para configurar as diversas opções de leitura. Faz-me lembrar o velho Hal em MS-DOS. Acho que vamos gostar de navegar em parágrafos, rodamos o botão virtual e passamos a ler por cabeçalhos. Este botão rotativo virtual parece-me muito bem pensado. Tem lógica, é simples e eficaz.
- Navegar com o dedo pelo ecrã, ou melhor, pela superfície de toque do rato como se estivêssemos a percorrer o ecrã é um conceito que precisa de ser testado mas tem lógica.
- A leitura de páginas web por elementos, continua. Espero que esteja melhor que na actual versão do Leopard.
- Os Web Spots são outra novidade. Mais uma vez isto faz-me lembrar o velhinho Hal para MS-DOS, que tantas alegrias me trouxe quando descobri como aquilo funcionava. No caso da Web a marcação de áreas temáticas do nosso interesse para leitura são particularmente importantes para as páginas que mais frequentamos. A Apple dá o exemplo dos Jornais.
- A Apple aponta também a navegação por teclado apenas com uma mão. Quem já usou as Tecnologias de Apoio que acompanham o Mac sabe que para algumas tarefas é necessário o pressionar, com ambas as mãos, combinações de teclas que chegam a ser em número de 4 e mesmo 5. Parece que com o Snow Leopard esse esforço vai ser menor.
E o que poderia o Snow Leopard ter, que ainda não tem? Bom. Já o procurei em versões anteriores e pelo que li, o Snow Leopard não o vai trazer também. Um sintetizador de fala Multilingue. E o que é isto? É importante? Sim, é cada vez mais importante. Em Português, o JAWS tem-no incorporado com os sintetizadores de fala da Eloquence. Bom, sintetizador Multilingue não o encontrei, mas parece que já vai ser possível associar a categorias de objectos diferentes entoações distintas. Por exemplo, os cabeçalhos lê mais fininho e os links mais grosso. Vamos ver se assim é ...
Ainda na área da síntese de fala a pergunta também se impõe: será que o português de Portugal já virá com o pacote original? Perante os últimos lançamentos Apple, nomeadamente na área dos iPhones e iPods, poderemos crer que sim.