domingo, outubro 09, 2011

iPad, um passaporte para a leitura em Braille

EasyLink - linha de 12 caracteres braille ligada via bluetooth a um iPad 2 - a grafia braille é a portuguesa

Já no passado fiz testes com uma linha braille e um computador Mac. Na altura fiz os testes com uma linha braille com conexão via USB. Para quem usa o novo sistema operativo Mac OS X 10.7 (Lion) tem inclusivamente a tabela braille para a língua portuguesa.

Hoje tive oportunidade de usar uma linha braille bluetooth - a EasyLink de 12 células braille (1) - com o iPhone 3Gs e com o iPad 2 e ainda com a versão actual do sistema operativo, ou seja o iOS 4.3. Funciona muito bem.

A ligação é muito simples.

  • 1º - ligar a linha, o que no caso da EasyLink significa escrever em braille "espaço+k";
  • 2º - Agora basta ligar o iPad e ligar o VoiceOver. Verificar se o bluetooth está activo (ver Configurações -> Geral -> Bluetooth).
  • 3º - Depois, é ir a Configurações -> Geral -> Acessibilidade -> VoiceOver -> Braille. Aqui seleccionar a linha detectada, introduzir o código de emparelhamento (ou seja, para a EasyLink é 1234). Seleccionar a opção emparelhar e já está. A partir daqui, sempre que se liga o VoiceOver e a EasyLink estiver por perto e ligada, eles começam logo a conversar um com o outro.

O procedimento é em tudo igual quer no iPad quer no iPhone.

Assim, braille em português é possível no iPad 1, iPad 2, iPhone 3Gs, iPhone 4 e iPhone 4s.

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(1) cortesia: Electrosertec.^

sexta-feira, outubro 07, 2011

"Look, you’ve changed the lives of millions and millions of people you may never ever meet."

Steve Jobs

Steve Jobs (1955, 24 fevereiro - 2011, 5 outubro)

Num artigo publicado ontem, 6 de outubro, no jornal "Los Angeles Times" Stevie Wonder deixou algumas palavras de apreço a Steve Jobs, Sublinho abaixo as mesmas com as quais me revejo totalmente. Para quem diz que Jobs não dispunha na empresa de uma linha financeira dedicada à "Responsabilidade Social" e que nunca dava uma esmola na rua a um pedinte, deve ver nestas palavras de Wonder algo que o mundo empresarial deve reflectir: a responsabilidade social das empresas passa pelos produtos e serviços que compõem o seu portfólio e não por campanhas conduzidas por tias, embaixatrizes ou figuras públicas.

Stevie Wonder offered a perspective on Steve jobs impact on the world that didn’t get a lot of attention in the first round of reports about his death at age 56 on Wednesday from cancer.

“The one thing people aren’t talking about is how he has made his technology accessible to the blind and the deaf and people who are quadriplegics and paraplegics,” Wonder said when he called me Thursday afternoon. “He has affected not just my world, but the world of millions of people who without that technology would not be able to discover the world.”

Wonder first put his recording engineer, Femi Jiya, on the phone to talk specifically about how the various Apple products Jobs introduced over the last few decades had revolutionized the recording process.

“Because of what Apple has done with their technology, everything we’re using in the high-end recording situation is now accessible to everybody,” Jiya said. "A lot of that is through Steve Jobs and his love of music, and him wanting to get that technology to everybody at a reasonable cost.

“He developed Garage Band [recording and music editing software], so now a 15-year-old kid can be in his bedroom with his iPad playing around with Garage Band and come up with unbelievable ideas, which can then be taken to the next level… He has leveled the playing field; nobody else had done that.”

Jobs also expanded that field to include groups of people who previously had little or no access to many technological innovations. That’s what left the biggest impression on the 25-time Grammy Award winning singer, songwriter, instrumentalist and producer.

“His company was the first to come up with technology that made it accessible without screaming out loud, ‘This is for the blind, this is for the deaf,’” Wonder said. “He made it part of the actual unit itself; there were applications inside the technology that allowed you to use it or not use it. The iPhone, iPad touch, iPod touch, all these things, even now the computer, are accessible to those who are with a physical disability."

“In another sense, he has given the blind eyes to see the world, the deaf ears to hear the world," Wonder said. "I had wanted to meet him for a long time, and I’m just happy that before he passed away, I was able to meet him and say to him, ‘Look, you’ve changed the lives of millions and millions of people you may never ever meet. Truly you’ve been a blessing for those of us who’ve needed that kind of technology to do more things, to be part of this world, to be in this millennium.

“I’m just hoping that his life and what he did in his life will encourage those who are living still and those who will be born, that it will encourage them and challenge them to do what he has done,” Wonder added, “and not making the whole concept so complicated that people can’t use it -- you just make it one of your applications, it’s in your technology. That will then create a world that will be accessible to anyone with any physical disability, and anyone can buy it, even if that person doesn’t have lots of money.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Siri: estamos mais perto do Navegador do Conhecimento

Com a inclusão no iPhone 4s do reconhecimento de voz, que se veio juntar à síntese de fala que o iPhone já tem desde o modelo 3Gs, o conceito de Assistente ganhou forma. Estamos mais próximos do Navegador do Conhecimento (1987), vídeo de conceito encomendado por John Sculley, CEO da Apple entre 1983 e 1993. Mais perto mas ainda muito longe de muitos dos conceitos que o vídeo passa e que são hoje alvo de um quebra cabeças de grandes companhias de hardware e software. Curisidade é verificar que o cenário futurista do vídeo produzido em 1987, há 24 anos atrás, apontava Setembro de 2011.

E em português?

Bom, já vimos pela agenda de entrada do iPhone 4s nos diversos países que Portugal deve constar da lista dos 70 países que verão o iPhone chegar em Dezembro de 2011. Por isso, hardware, teremos só a partir dessa altura. E software? Bom o Siri, diria eu, tem várias peças prontas para o português: sintetizador de fala, temos e muito bom; reconhecimento de voz em português, também temos umas coisas no próprio iPhone - actualmente o iPhone 3Gs e o 4 permitem fazer umas coisas nesta área, e temos mais: os servidores da Apple (a iCloud) já têm em funcionamento o processamento da língua portuguesa. Dos testes que tenho feito com ditado e que é processado por esses servidores, nomes e números reconhece muito bem. Outras coisas, é de chorar a rir com o resultado.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Kindle em todo o lado: Amazon volta a fugir da Apple

A Apple continua a querer 30% de todos os conteúdos vendidos via AppStore. Esta política tem feito alguns distribuidores de conteúdos, principalmente de jornais e de livros, a fugirem à AppStore mas a quererem chegar aos clientes com iPhone, iPod e iPad. A porta aberta, por enquanto, está no browser. O desenvolvimento de aplicações HTML5 proporcionam a mesma usabilidade proporcionada pelas aplicações desenvolvidas especificamente para estes dispositivos mas exigem apenas um acesso à Internet e um browser - o Safari. Desta forma, os distribuidores de conteúdos passam a controlar toda a cadeia de valor da distribuição, eliminando por completo a Apple, que desta forma recebe Zero.

O último a enveredar por esta solução é a Amazon, que disponibiliza o Kindle via Browser em Kindle Cloud Reader. Basta entrar na Cloud, com qualquer dispositivo, e aí está a nossa biblioteca pessoal.

Outro que já está em testes é o Financial Times.

Em termos de acessibilidade, se o Financial Times está muito bom, os livros da Amazon continuam a barrar a leitura aos leitores de ecrã - segundo a Amazon para não violar as questões de direitos de autor. Com muito esforço lá consegui entrar num livro, mas com linha braille.

segunda-feira, julho 25, 2011

VoiceOver no Lion: Cegos lêem legendas do documentário Dividocracia directamente do vídeo

Vídeo demo de leitura de legendas com o VoiceOver: 5 minutos do vídeo Debtocracy com o VoiceOver a ler as legendas. A voz é a da Joana do Lion. Acelerei-a um pouco que é para lhe dar hipótese de ler a legenda antes da próxima aparecer. Baixei o volume do vídeo que foi para aumentar o volume do sintetizador de fala de forma a que este se sobreponha ao som do vídeo.

O documentário "Debtocracy" que em português ficou com o título ao estilo de Mia Couto de "Dividocracia" levou-me à net em busca de uma solução para ler as legendas com o meu leitor de ecrã - VoiceOver, uma vez que grego não é o meu forte e tenho imensa dificuldade em acompanhar as legendas na TV - algo que provavelmente é um sentimento de milhões de portugueses mas que parece não fazer parte do cardápio de preocupações dos operadores de televisão.

Ainda recentemente tinha percebido que o VoiceOver conseguia ler todos os botões do player do vídeo (os vários botões de controlo) de uma forma bastante limpa - algo que nunca consegui com o JAWS e as interfaces Flash.

Curiosamente, o Youtube disponibilizou uma versão demo do seu player em HTML5. Os vários botões de controlo são perfeitamente acessíveis a quem usa o VoiceOver quer com braille quer com síntese de fala. A pergunta era: e as legendas!? É possível aceder às legendas com o VoiceOver? Sim! Yes! yes, ...

É preciso procurar um vídeo que tenha as legendas descoladas do vídeo, o que tecnicamente se chama close caption. No fundo, as legendas estão num ficheiro texto e são sincronizadas com o vídeo à medida que este roda.

  • 1) Entrei no link (http://www.youtube.com/html5) e escolhi a ligação "Join the HTML5 trial". Ao entrar neste link o youtube passa a mostrar-me os vídeos num player em HTML5. Claro, isto funciona no SAFARI 5.1 que suporta HTML5 e permite aceder às close captions com o VoiceOver.

  • 2) Coloquei então no motor de busca do Youtube a expressão "dividocracia português cc" e eis que surge a 1ª parte do documentário com close captions em pt-br: http://www.youtube.com/watch?v=o-cr21QKWV4.

  • 3) A parte mais curiosa vem agora. Depois de uma dúzia de testes, algumas consultas ao grupo internacional MacVisionaires - utilizadores cegos e com baixa visão de tecnologia Apple, eis que encontro uma hipótese: posiciono-me no botão "play/pause" e assim que surgem as legendas, ou imagino que sim, eis que faço (VO+seta esquerda) e eis a legenda. E assim sucessivamente. Perco algumas, atropelo outras, mas consigo perceber o sentido do documentário. Não, tem de haver uma forma melhor! Hotspots estão fora de questão - já outros utilizadores o tentarem sem sucesso - e eis que comecei a olhar para o rato. O rato!? Sim, mas ratos nunca foram a melhor coisa para controlar um computador sem o uso da visão. Pois não ... mas, a solução, para já, está no rato.

    • a) então coloquemos o VoiceOver a ler tudo o que está debaixo do rato. Vamos a "Preferências do Sistema" > "Universal Access" > "Utilitário VoiceOver" > Verbosidade e nesse painel activamos "Enunciar o texto sob o rato com desfasamento" e deixamos o desfasamento configurado em curto.

    • b) agora que o VoiceOver lê tudo o que está por debaixo do rato, vamos colocar o rato em cima das legendas à medida que elas vão aparecendo. Como é que uma pessoa cega pode colocar o rato em cima das legendas? Fácil, fácil. Pomos o vídeo a rodar e com os comandos VO+seta esquerda e VO+seta direita, levamos o cursor do VoiceOver até à tecla CC, por forma a activar as legendas. Depois das legendas activas, ou pelo menos julgamos que estejam, podemos voltar atrás, ou seja VO+seta esquerda até encontrar o botão "play/pause". Se fizermos VO+seta esquerda nesta posição e ouvirmos "carregando..." isto significa que a legenda não está neste momento no ecrã. Experimentamos várias vezes VO+seta direita, VO+seta esquerda, até ouvirmos uma legenda. Quando ouvirmos uma legenda, paramos o vídeo (VO+espaço em cima do botão "play/pause") e com uma legenda posicionada no vídeo, vamos agora colocar o cursor do VoiceOver mais ou menos no centro da legenda (número de palavras da legenda, divide por 2, get it!). Para colocar o cursor do VoiceOver no centro da legenda, posicionamo-nos na legenda (VO+seta esquerda; VO+seta direita) e entramos dentro do elemento da legenda, ou seja, VO+shift+seta baixo. E agora VO+seta direita; VO+seta esquerda até apontarmos o local que pretendemos (mais ou menos o centro da legenda). De notar que o centro de uma legenda é sensivelmente o centro de todas. A ideia é que o rato fique numa posição que nos garanta que por muito curta ou comprida que a legenda seja, o rato estará sempre em cima dela.

      Feito isto, eis um truque: vamos "Mover o ponteiro do rato para cima do cursor do VoiceOver", ou seja VO+Comando+F5. E eis que o rato está no centro da legenda.

    • c) E agora, mais um truque. Um toque no touchpad do rato coloca o vídeo a rodar de novo. Nunca arraste o dedo em cima do touchpad que é para não tirar o ponteiro do rato da sua posição! E agora, se colocarmos o dedo indicador em contacto com o touchpad do rato e balançarmos a cabeça do dedo em cima do touchpad como se o dedo fosse um pêndulo invertido em que a cabeça do dedo nunca perde o contacto com o touchpad, isto permite-nos ouvir todas as legendas. O movimento da cabeça do dedo a baloiçar em cima do touchpad gera um pequeno movimento, suficiente para o leitor de ecrã se aperceber que entrou uma nova legenda e começar a lê-la. Claro, o rato não pode sair de cima da legenda. Podemos ouvir ou ler as legendas numa linha braille. Claro que neste último caso não é muito funcional, a não ser que se consiga na linha braille uma função que substitua esta, como é o caso das teclas cursor-routing existentes nas linhas braille. Imagino que se tenha que colocar as teclas de cursor-routing a controlar o ponteiro do rato.

Resultados/Conclusões

  • O processo de colocar o rato em cima das legendas não é muito assertivo. A legenda, verticalmente, tem ligeiras alterações de posicionamento, o que faz com que o rato se dessincronize com a legenda. O método de controlo da legenda com teclado é, neste aspecto, mais assertivo. Este último passa por efectuar sucessivos varrimentos do vídeo em busca de novas legendas VO+Esquerda; VO+Direita. As legendas estão entre o botão "play/pause" e a mensagem "carregando...".
  • Qualquer um dos métodos é chato de manipular mas em ambos se conseguem ler as legendas
  • As legendas do Youtube são totalmente controladas via server-side. Um interessante exemplo, pois a legenda não deixa sequer rasto do seu invólucro. Apesar disto parecer trazer problemas adicionais aos leitores de ecrã, esta parece-me a forma correcta de trabalhar - se não tem conteúdo, apaga-se também o contentor do mesmo. Dei conta disto à Apple e enviei à AssistiveWare uma nota para que o VisioVoice pudesse ler as legendas respeitando as pausas.
  • Se o VisioVoice fizesse a leitura correcta dos ficheiros de legendas (tipo SRT) seria possível:
    • o utilizador colocar o vídeo a rodar e o Visiovoice a ler as legendas, em simultâneo - uma espécie de sincronização inicial manual. Para o efeito o utilizador teria que ter acesso ao ficheiro de texto das legendas em formato timetable (p.e. SRT, QT, etc);
    • quem edita o vídeo poderia solicitar ao VoiceOver a produção de um ficheiro áudio a partir do ficheiro das legenas que poderia sincronizar com o vídeo.
    • o VoiceOver poderia inclusivamente produzir um ficheiro áudio por cada legenda e produzir o ficheiro de texto (semelhante ao SRT) que permitiria sincronizar os vários ficheiros áudio com o vídeo com close caption

domingo, julho 24, 2011

Lion disponibiliza braille em português!!

Hoje tive oportunidade de testar uma linha braille com o Lion, sistema operativo que a Apple lançou a semana passada. A Apple já tinha anunciado e confirma-se que o Mac OS 10.7 disponibiliza a tabela braille para a Grafia Braille da Língua Portuguesa, a qual é comun em Portugal e no Brasil. Uma das poucas coisas a que conseguimos chegar a acordo :-) em matéria de idioma.

Testei-o com uma linha braille da Handy Tech, mais precisamente o modelo BrailleWave de 40 caracteres com ligação USB (com adaptador RJ45 para USB). Foi só ligar, efectuar umas pequenas configurações do VoiceOver (colocar em braille de 6 pontos - como dizia o Professor Adilson Ventura: braille de 8 pontos não é braille!) e pronto. Ficou a funcionar muito bem.

Dos testes que fiz, a tabela parece-me afinadíssima. As maiúsculas e os números aparecem com os respectivos prefixos braille. Os sinais compostos estão óptimos. Até verifiquei que as palavras em MAIÚSCULAS aparecem na linha com o prefixo de dupla maiúscula respectiva antes da palavra - notável.

A entrada de braille via teclado braille da linha braille em 6 pontos também funcionou muito bem incluíndo a introdução das maiúsculas.

É importante notar que a linha com que testei tem nas minhas mãos uns 10 anos. É notável como uma tecnologia de apoio com esta idade se adequa a um sistema operativo acabado de sair. E drivers? Nem tive que me lembrar que isso existe no jargão da informática.

quinta-feira, julho 21, 2011

O Lion vem com sintetizadores de fala em português, de origem!!!

Acabei de instalar o Lion e já verifiquei que o novo sistema operativo Mac OS X 10.7 vem equipado de fábrica com sintetizadores de fala em português. E em vez de 1, são três para português europeu: a Célia (que já estava disponível no mercado mas a pagar à parte), a Joana e a Joana Compacta (que é a mesma Joana mas mais leve). A Joana, assim de repente, parece-me bastante interessante.

Para o português na sua variante brasileira surgiu a Raquel que também vem com uma Raquel mais leve.

Assim de repente, instalei mais 6 sintetizadores de fala. Quase 2 GigaBytes de software adicionais, completamente grátis. Coisa que na semana passada me teria custado uma pequena fortuna e que em 2004, altura em que comprei o meu primeiro Mac, daria para comprar um automóvel topo de gama. O Lion custa 23.99 euros. Uma pechincha! :-)

Há muito pouco tempo, o mercado dizia que isto seria impossível. Todos pagam e usa quem precisa!! Viva o Desenho Universal!

quarta-feira, julho 06, 2011

Língua Gestual Portuguesa chega ao iPhone, iPod e IPad

Língua Gestual Portuguesa - imagem cinemática da palavra portuguesa amanhã

O Spread the Signs acaba de chegar ao iOS e ao Android.

O maior dicionário de Línguas Gestuais do Mundo, com mais de 50 000 gestos! Aprenda Língua Gestual Sueca, Portuguesa, Checa, Alemã, Inglesa, Russa, Espanhola, Turca ou Lituana. Mais países se juntarão em breve!

sábado, junho 11, 2011

iBooks v1.3: livros para crianças com texto e áudio sincronizados

Na versão 1.3 da aplicação iBooks, que permite aceder ao acervo da iBookStore, a Apple passou a suportar a norma ePub 3. A adesão a este padrão de livros electrónicos permite enriquecer o texto dos livros com áudio e mesmo vídeo. E tudo isto sincronizado através da Synchronized Multimedia Integration Language (SMIL) do W3C.

Para demonstrar as suas potencialidades a Apple incentiva os editores a publicarem livros para crianças com leitura humana. O iBooks permite salientar o texto à medida que o mesmo está a ser lido. Esta é uma função igualmente útil para pessoas com dislexia, sendo por isso desejável que os editores o alarguem a outros conteúdos que não apenas os dirigidos para crianças.

Encontrar um exemplo, não foi fácil. Na iBookstore Portugal não existe. Aliás, na iBookstore Portugal não existe nada!... Na generalidade falta literatura portuguesa na iBookstore. Tudo o que encontro por lá de mais novo é literatura do século XIX num português que já há muito não se escreve. É pena!!

Fica abaixo um vídeo com um exemplo de um excerto do livro Splat the Cat colocado por Liz Castro.

terça-feira, junho 07, 2011

Lion em Julho: 80 tabelas braille

Logo do sistema operativo Lion

Ontem, 6 de Junho, a Apple apresentou o Lion, o novo sistema operativo que chegará ao mercado já em Julho.

Estive a ver o que há de novo em termos de acessibilidade e o meu destaque vai mesmo para o sistema braille - as tabelas braille para o português vão chegar ao Mac!!

Assim, eis as funcionalidades que considerei mais relevantes:

  • o Lion vai trazer de origem 80 tabelas braille para as mais diversas línguas. A informação complementar, fornecida via sintetizador de fala, a um utilizador de linha braille - geralmente informação relacionada com os elementos estruturais do documento - vai agora ser parametrizável.
  • 23 sintetizadores de fala, um para cada idioma. A informação disponível dá-nos conta também de um conjunto ainda mais vasto de sintetizadores de fala de alta qualidade disponível no menu Utilitários do VoiceOver - não se percebe se serão a pagar ou se serão gratuitos
  • O Zoom foi agora alargado. À imagem ampliada em ecrã completo vai agora juntar-se uma nova visualização: a imagem na imagem, em se amplia numa janela a área que tem o foco deixando o resto do ecrã com a imagem normal. O cursor vai igualmente ganhar maior resolução quando visto em tamanhos ampliados.
  • Com o Lion, vai ser possível configurar o VoiceOver de forma diferente consoante as actividades a realizar, ou seja agrupar configurações de acordo com as aplicações. Depois de parametrizado, o VoiceOver passará de uns para os outros de forma automática.

fonte: Apple, Inc.